por Claudio Schapochnik*
Frequento profissionalmente o Grand Hyatt São Paulo desde praticamente a inauguração deste magnífico hotel em 2002, localizado na Zona Sul da capital paulista. O empreendimento é fruto de um investimento argentino-estadunidense à época de US$ 100 milhões, respectivamente, do Grupo Liberman e da família Pritzker, de Chicago — dona da Hyatt Hotels Corporation e criadora do prêmio de maior prestígio da arquitetura mundial. Foram muitas vezes que fui ao belo prédio para lançamentos, entrevistas coletivas e eventos — sobretudo corporativos e também do próprio Grand Hyatt, como festas e festivais gastronômicos. Hospedagem? Sim, um final de semana há bastante tempo. Uma maravilha. A vez mais recente foi para provar um produto da área de Alimentos e Bebidas: o Sunday Brunch, que começou no final de 2020. Minha avaliação em uma só palavra: sensacional! Nos próximos parágrafos vou te contar como foi e o que provei.
Fui com minha esposa ao Sunday Brunch no final de fevereiro passado, portanto antes da entrada na chamada Fase Roxa, a mais severa do Governo do Estado de São Paulo no enfrentamento à pandemia de Covid-19. Depois de pouco mais de dois meses, com as medidas de flexibilização adotadas, a refeição volta neste domingo (9/5), Dia das Mães, e seguirá nos demais domingos.



Na entrada do Espaço EAU (água, na tradução do francês para o português), que antes era o (muito bom) restaurante francês do Grand Hyatt, a recepcionista deu as boas-vindas e ofereceu uma taça de espumante. Ela também explicou os procedimentos de prevenção do novo coronavírus para o público no EAU: máscara o tempo todo — exceto na mesa — e os atendentes é que servem as pessoas de todos os itens do bufê. E assim foi.
Sim, o brunch no hotel é no sistema de bufê e à vontade — dividido em ilhas temáticas, como pratos quentes, área oriental, doces etc. Prefiro brunch desta forma: tudo pronto (ou quase tudo, pois há itens que são preparados na hora) e só escolher e comer. Sou fã. Em relação às bebidas, estão inclusos no valor vinhos tinto e branco e espumante. Demais bebidas alcoólicas ou não, se consumidas, são pagas a parte.


CAFÉ DA MANHÃ
Nos primeiros pratos peguei itens mais ligados ao café da manhã, como frios (presunto cru e salame picante, ambos muito bons), queijos e um ovo beneditino (torrada com ovo pochê e molho holandês) — este do cardápio de opções à la carte do brunch, com ainda ovo florentino, waffle, panqueca e três tipos de carnes grelhas (picanha, fraldinha e chorizo). Só pra reforçar: estes itens à la carte não são cobrados à parte.



Vale destacar que na área de queijos, o Grand Hyatt ofereceu duas opções da queijaria Pardinho, com sede na cidade homônima no interior paulista. Muito bom ver o hotel prestigiar um pequeno produtor regional artesanal. Várias marcas de queijos brasileiros artesanais de pequenos produtores, sejam de vaca, ovelha, búfala e cabra, estão ganhando cada vez mais prestígio e consumidores porque de fato são deliciosos, como os Pardinho, que já conhecia de uma feira, e produzidos seguindo as normas oficiais de higiene e qualidade.
O hotel acertou em cheio em colocar os queijos Pardinho no bufê. Que assim seja com outros itens de outros pequenos produtores artesanais.



Na estação oriental fui buscar o lindo salmão cru (ótimo, que comi e repeti com creme fresco e gengibre) e o poke de atum (com manga, bastante bom). Sim, havia outras opções como mexilhões e camarões.
PRATOS DE ALMOÇO
No bufê as opções de pratos quentes eram muito boas e variadas, pois havia massas e arroz, e, em relação às proteínas de origem animal, peixe (bacalhau) e cordeiro. Combinado com as carnes bovinas servidas à la carte, esse mix proteico agradou.
Provei um pouco de cada e todos estavam muito, mas muito bons. O conchiglione de bacalhau e chardonnay… Nossa! A massa, na forma de concha (daí o nome), estava coberta em abundância por um creme com lascas do peixe e tomates-cereja. Prato leve e extremamente saboroso.
O cordeiro braseado com cenouras derretia na boca. Estava bem temperado e caiu bem com o correto risotto à parmegiana.


Havia uma outra massa, o agnolotti de camembert na manteiga de ervas e castanhas. Simplesmente maravilhoso! Massa leve também, bem recheada e que se harmonizou com a manteiga incrementada. Senti ainda um leve sabor doce. Será que a receita levou mel? Me pareceu. Bem, seja como for, agradou bastante.
Como deu pra perceber, meus destaques foram para o conchiglione de bacalhau e chardonnay e o agnolotti de camembert na manteiga de ervas e castanhas. Bravo!


SOBREMESAS: INFLUÊNCIA FRANCESA
É necessário deixar espaço para provar as sobremesas do Sunday Brunch. Há várias opções, sendo que muitos têm influência da confeitaria francesa.
Não deu pra provar todos. Comecei com o profiterole recheado com sorvete e, a gosto, uma série de coberturas. Booom demais!
Depois provei os docinhos, como a sensacional torta de nozes com cobertura de doce de leite, a Ilha Flutuante (creme sem ser muito doce, comeria vários… Rs…) e um feito com suspiro, manga e creme. Havia outras opções com chocolate (Bolo Fudge) e outras frutas, como o morango no cheesecake.



Nossa, no geral, foi uma refeição muito, mais muito saborosa e agradável, com pratos de qualidade, bem apresentados, muito gostosos e, muito importante atualmente, num ambiente seguro em relação à pandemia de Covid-19.
Super recomendo o Sunday Brunch do Grand Hyatt São Paulo.



Observação: Os pratos que relatei e descrevi neste texto poderão estar ou não nas próximas edições da refeição do hotel.
*A reportagem do Que Gostoso! almoçou a convite do Grand Hyatt São Paulo
SERVIÇO:
Grand Hyatt São Paulo — Sunday Brunch
Espaço EAU
Avenida das Nações Unidas, 13.301, Brooklin, São Paulo/SP
Aos domingos, das 13h às 16h
Valores: R$ 260/adulto e R$ 130/criança
Para comprar o acesso ao Sunday Brunch, clique aqui