por CLAUDIO SCHAPOCHNIK_Nabeul/TUNÍSIA
Em várias partes da Tunísia, olhava através do vidro do ônibus nas rodovias e dentro das cidades e dos vilarejos, e via muitas, mas muitas mesmo, oliveiras. Havia lugares de perdê-las de vista.

Na excelente aula-degustação na Lella Fatma El Beya Farms, empresa tunisiana familiar produtora de azeite de oliva desde 1960 e dona da marca Neapolyssa, a olivicultura Hajer Lassoued me ajudou a entender o mundaréu dessas árvores para lá e para cá.
“A Tunísia tem 70 milhões de oliveiras”, afirmou Hajer ao grupo de agentes de viagens brasileiros, do qual acompanhava a viagem, numa casa de 400 anos em Nabeul.


A cidade fica na parte Sul do Cap Bon (Cabo Bom, em francês) — península que avança sobre o Mediterrâneo com 80 quilômetros de comprimento por 50 quilômetros de largura. Parece ser um lugar de grande beleza.


AZEITE SABOROSO
A Lella Fatma El Beya Farms é administrada por Hajer e suas três irmãs — Takoua, Imen e Ilhem. Pelo texto de apresentação no site da empresa, dá a entender que elas quatro também receberam da mãe, Fatma Ben Ali (1929-2014), o amor no cultivo das oliveiras e na produção de azeitonas e azeite.
Bem didática e simpática, Hajer falou da antiquíssima relação entre o ser humano e a oliveira, da presença importante do azeite nos livros sagrados Torá e Corão, respectivamente, do judaísmo e islamismo, do “suco de azeitona” como combustível e alimento etc.


Depois ocorreu a degustação, com provas olfativas e sensoriais. “Esfreguem o copinho com as mãos, assim, aquecido, as características ficam mais nítidas”, explicou Hajer. Frutado, amargo e picante foram os pontos abordados.
Foi uma experiência bacana e, em relação ao azeite Neapolyssa, é muito bom. Que gostooooooso!
Na Tunísia, percebi, os tunisianos não poupam no uso do azeite. Eles mandam ver mesmo seja no pão, na salada, na harissa (pasta de pimenta vermelha deliciosa, bem picante e onipresente por lá) e nos pratos em geral.
Milhões de oliveiras geram uma produção gigante de azeitonas e azeite. Segundo Hajer, grande parte é exportada para países como Alemanha, França e Emirados Árabes Unidos e uma parcela fica na Tunísia.


Aqui em São Paulo, nunca me atentei se há ou não azeite de oliva tunisiano. Imagino que sim. Harissa é importada e já comprei. Numa próxima vez em algum mercado “bacana” vou prestar atenção e, se achar, contarei aqui no QUE GOSTOSO!.
Ah! Nabeul é uma das capitais da cerâmica na Tunísia. Antes de chegar à degustação, vi do ônibus uma enorme jarra numa praça. As peças são feitas desde a Antiguidade com argila obtida na região.
SERVIÇO:
Azeite Neapolyssa
Flot Viagens
Lufthansa
Turismo da Tunísia
O QUE GOSTOSO! viajou a convite da Flot Viagens, voando Lufthansa e com apoio do Ministério do Turismo e Artesanato da Tunísia, do Escritório Nacional de Turismo da Tunísia e da Gold Experiences, receptivo da operadora brasileira naquele país
Claudio, obrigada pela referência!! Sua matéria nos transporta para aquele momento maravilhoso da prova do azeite! Seu relato é de uma perfeição única!!! Parabéns!! Amei!! Saudades de todos!!