Show! O shawarma com crosta de zaatar do Syria

Show! O shawarma com crosta de zaatar do Syria

por Claudio Schapochnik

Após passar em frente muitas vezes, de ônibus, a pé e de carro, e ler recomendação de muita gente, finalmente conheci o Restaurante Syria, no Centro de São Paulo. Foi no final do mês passado. Adorei o lugar e a simpatia do cozinheiro libanês Ahmad Ali, que fala bem o português e fez um shawarma sensacional, que leva zaatar, uma deliciosa mistura de temperos secos típica do Oriente Médio. Um show de sabores!

Cheguei na casa por volta das 14h30, e estava “morrendo” de fome e cansaço — pelo horário e porque havia caminhado 2h30 desde o Ipiranga, na Zona Sul da cidade, fotografando lindos graffitis no roteiro, respectivamente.

Sentei numa mesa e dei uma olhada no salão, que não é pequeno. Mas como vivemos uma pandemia de Covid-19, percebi que as mesas estão mais espaçadas entre si. Como decoração vi alguns quadros e um casal de bonecos com roupas típicas. Na trilha sonora, música certamente em árabe. Além de shawarma com vários recheios, há no cardápio falafel, esfihas, pastas etc.

No alto o meu shawarma com mais creme de alho e o molho de pimenta da casa (ambos deliciosos) e, acima, o sanduíche quando chegou à mesa (fotos Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

Apesar da fome, preferi não abusar e pedi um shawarma de carne bovina (R$ 20) e uma garrafinha de água (R$ 3) bem gelada — fazia muito calor naquele dia.

O shawarma do Ali é feito no pão folha e, dentro, além da carne, tem pouca coisa: creme de alho, cebola e mais um ou dois ingredientes — sem alface, pepino em conserva, cenoura etc. Ligo mais para o protagonismo da proteína animal neste sanduíche.

A fachada da casa, na Avenida São João

A PROVA
Cerca de 20 minutos depois do pedido, o meu sanduíche estava pronto. Ah, deu para perceber: o shawarma é prensado antes de ser servido. Gostei desta forma, que comi pela primeira vez.

Vamos lá: chegou quente, estava bem recheado (sem miséria), veio num prato com mais um pouco do delicioso creme de alho e me satisfez. Muito bem temperado.

Mas o que mais gostei e achei isso notável foi a presença do zaatar no lado de baixo do shawarma. Deu um up maravilhoso no sanduíche, pois o tempero ficou impregnado no pão folha ao ser prensado. Por isso, nota dez!

Ah, claro: o molho de pimenta também estava muito bom. A cada mordida, um pouco de pimenta e de alho. Show!

Shawarma é bem recheado
Os indispensáveis molho de pimenta…
…e creme de alho da casa para acompanhar o shawarma

“VOCÊ É ÁRABE?”
Na hora de pagar, o Ali me questionou: “Você é de origem árabe? Você é árabe?”. E falou mais: “Você tem cara de árabe, se passa bem por um árabe”. Expliquei que não, que tinha origem de países do Leste e do Norte da Europa. Não é primeira pessoa que acha que sou árabe…

Disse que voltaria e, na próxima vez, iria provar o falafel. Imediatamente, o Ali me ofereceu um bolinho de falafel, de uma montanha destes que já estavam fritos. Hummm… Estava gostoso. Esta é a chamada receptibilidade árabe, que admiro.

Super recomendo.

Parte do cardápio

SERVIÇO:
Restaurante Syria
Avenida São João, 1.248, Centro, São Paulo/SP
Tel. (11) 3222-2401 e Whats App (11) 95333-3338
Horário: segunda a sábado, das 12h às 21h, domingo fecha
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