Diamantina: a nova fronteira de vinho e azeite em MG

DA AGÊNCIA MINAS

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), desenvolve um projeto para ampliar o cultivo de uvas e azeitonas no município de Diamantina – distante quase 300 quilômetros ao Norte de Belo Horizonte. A demanda surgiu da Associação de Viticultores e Olivicultores de Diamantina e Alto Jequitinhonha (Avodaj), que também busca melhorias no sistema produtivo da região.

O cultivo de uvas viníferas em Diamantina e no Alto Jequitinhonha teve início em 2005, com implantação de vinhedos de uvas Syrah para condução em manejo sob dupla poda, técnica desenvolvida pela Epamig, que desloca o período de colheita das uvas para o inverno.

O bom desenvolvimento das plantas e a qualidade dos vinhos atraíram novos produtores. Hoje, a Associação conta com dez vitivinicultores associados e uma área geral com 52 mil plantas de diferentes cultivares.

Os produtores também se interessaram pelo cultivo das azeitonas, porém a olivicultura (foto acima/Arquivo Epamig) na região ainda não está consolidada. “Diamantina está entre as dez cidades mais altas de Minas, o que faz com que o clima seja favorável para o cultivo das azeitonas. O projeto visa desenvolver e adaptar tecnologias já empregadas, avaliar e selecionar cultivares adaptadas e caracterizar a produção e qualidade do azeite produzido na região, garantindo segurança e confiança aos que desejarem iniciar na atividade”, ressalta o coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig, Luiz Fernando de Oliveira.

FUNCIONAMENTO
São realizadas visitas para efetuar diagnósticos e trabalhar as demandas específicas dos produtores, mas, em decorrência da pandemia de Covid-19, os acompanhamentos estão sendo realizados virtualmente.

“Recebemos vídeos dos produtores relatando suas principais demandas sobre o cultivo da uva e a vinificação. Como não está sendo possível o deslocamento dos técnicos para capacitação em nossos campo experimentais, estamos gravando vídeos dos manejos em nossos vinhedos e orientando os produtores. Faremos o mesmo para a produção de vinhos, manejo dos olivais e processamento do azeite”, explica a chefe do Departamento de Pesquisas da Epamig, Beatriz Cordenonsi.

Após o término do período de isolamento social, os técnicos serão recebidos nas unidades da Epamig em Caldas e Maria da Fé.

O projeto envolve a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), onde será instalada uma unidade demonstrativa de oliveiras. Outra unidade também será instalada em Maria da Fé.

O encerramento do projeto está previsto para 2021, com a realização de um evento para abordar o diagnóstico das pesquisas.

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