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Kasher, Higienópolis (SP) terá restaurante/mercado

por CLAUDIO SCHAPOCHNIK

O bairro de Higienópolis, na região central de São Paulo, vai ganhar em breve uma nova casa que segue estritamente as normas da alimentação judaica – agrupadas num conjunto de leis chamado Kashrut e de acordo com a Torá, o livro sagrado do judaísmo. É o Mazon, que significa alimento em hebraico. Misto de restaurante, padaria e mercadinho, o estabelecimento dos irmãos e sócios Henry, Karen e Ronny Kriwat, que não revelam o valor do investimento, deve abrir a primeira fase daqui a duas semanas, no dia 31 de março. A inauguração completa, pois a abertura será por fases, está prevista para o mês de maio.

O Mazon vai funcionar no mesmo imóvel onde já funcionou um restaurante do mesmo segmento – o Kasher da Barros –, na Alameda Barros, 662. A antiga casa, fechada já há algum tempo, operava na forma de bufê livre, ou seja, comia-se à vontade por um preço único. Em relação às receitas, os pratos eram de leite e parve (neutro).

“O número de pessoas da comunidade judaica de São Paulo que segue a Kashrut cresceu bastante e vai aumentar ainda mais”, justifica Henry sobre a abertura do Mazon à reportagem do QUE GOSTOSO!, que visitou com exclusividade as obras no imóvel semanas atrás.

Segundo estimativas, a capital paulista tem uma população que gira em torno de 70 mil judeus e judias.

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No alto, a fachada do imóvel, ainda em reforma, do futuro Mazon e, acima, Ronny Kriwat, um dos sócios da novo restaurante e mercado kasher de São Paulo (fotos Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

De acordo com Henry, a ideia de abrir o Mazon começou um ano atrás. “Meu irmão, que vivia no Rio de Janeiro, quis voltar para São Paulo e abrir um restaurante aqui. No Rio, o Ronny chegou a ter dois restaurantes. Ele conhece muito bem o negócio da administração e operação. Eu e a nossa irmã, Karen, que não somos da área da alimentação, topamos a sociedade desde que fosse kasher. E ele topou.”

Primeiro, Henry, Karen e Ronny compraram o Via Babush – padaria e restaurante kasher localizado Rua Barão de Tatuí, em Santa Cecilia, também na região central de São Paulo.

“Com a abertura do Mazon em Higienópolis, o Via Babush vai ser desativado, e a marca não será mais usada”, explica Henry.

O rabino Y. D. Horowitz Shelita, que assina a supervisão do Via Babush, continua prestando o serviço no Mazon. “Já temos também o mashguiach”, completa Henry, sobre o profissional que cumpre as leis da Kashrut no cotidiano do estabelecimento.

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O Via Babush, no bairro de Santa Cecília, que vai encerrar as atividades quando o Mazon abrir

No térreo do Mazon, as áreas já estão definidas. Logo na entrada, à esquerda e à direita, será o espaço do mercadinho e da padaria. Detalhe: toda a produção de pães e doces será própria.

“Vamos ter uma boa oferta de produtos resfriados e congelados nas geladeiras, como laticínios, quiches e varenikes”, comenta Henry. Em relação aos pães, “teremos chalá, beigale e francês”, exemplifica ele. Vinhos kasher também estarão nas prateleiras.

Além dos banheiros, ainda no térreo fica a cozinha de finalização, que vai atender aos pedidos do restaurante.

Ao contrário do antigo Kasher da Barros, que trabalhava com bufê livre – cheguei a ir duas vezes, e a comida era muito boa –, o Mazon vai trabalhar somente com o serviço à la carte.

Algumas mesas vão ficar em frente à cozinha de finalização, e a maioria no grande salão ao fundo. “Nesse salão, teremos ainda um bar, cujo barman vai preparar diversos tipos de drinques”, adianta Henry.

No total, o Mazon vai acomodar 100 pessoas sentadas.

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Nova casa kasher de São Paulo, Mazon terá capacidade para 100 pessoas sentadas no restaurante

Em relação ao cardápio do restaurante, Henry faz mistério. “Estamos estudando o menu, mas posso garantir que serviremos pratos saborosos com ingredientes de qualidade.”

O que ele revela é que o Mazon vai servir pizza e comida japonesa à la carte – opções presentes no Via Babush. “E vamos manter um produto da antiga marca: o rodízio de pizzas uma vez por semana”, garante o sócio.

Toda a manipulação dos alimentos e produção dos pratos ocorrerá no primeiro andar da casa, com as cozinhas de leite, carne e parve (neutro), devidamente separadas como determinam as normas da Kashrut.

“Nossa expectativa para a abertura total do Mazon, a partir de maio, é a melhor possível. Queremos quebrar o paradigma de que comida kasher é cara e não saborosa”, enfatiza Henry.

A futura casa vai aceitar pagamentos com cartões de débito e crédito, pix e dinheiro e terá serviço de entrega.

Em relação ao horário, quando estiver operando plenamente, será de domingo a quinta, 7h30 às 23h; sexta, 7h30 às 15h; e sábado, somente à noite após o término do Shabat.

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