Vinhos do Alentejo criam selo de produção sustentável

Vinhos do Alentejo criam selo de produção sustentável

Os vinhos produzidos na região do Alentejo, em Portugal, têm agora uma nova certificação – a de produção sustentável. Segundo a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), organismo de direito privado e utilidade pública que certifica, controla e protege os vinhos DOC e os vinhos Regional Alentejano, trata-se de um selo inédito no setor. Será atribuído aos produtores que cumpram com requisitos de gestão de solos, água e rega, diminuição de produção de resíduos ou monitorização da fertilização, entre outros critérios para uma prática de produção e benefício ambientais.

De acordo com a CVRA, em primeiro lugar, a conquista deste selo pode aumentar as vendas dos vinhos do Alentejo entre 5% a 10%; e, em segundo lugar, a implementação de planos de monitorização de água e luz permite uma redução de custos de cerca de 20% e de 30%, respectivamente.

Esta certificação surge após cinco anos, desde a criação do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo (PSVA), pioneiro em Portugal, que conta já com 422 membros associados, representando mais de 40% da área de vinha do Alentejo. Recentemente, o PSVA foi distinguido com o título de Embaixador Europeu de Inovação Rural pelo projeto Liaison – uma Parceria Europeia de Inovação para a Produtividade Agrícola e Sustentabilidade lançada em 2012, pela Comissão Europeia, que promove os melhores projetos europeus ao nível da inovação na agricultura e silvicultura em áreas rurais.

“Produções vitivinícolas mais sustentáveis do ponto de vista ambiental, por meio da redução do uso de pesticidas, do gasto de água e eletricidade ou da proteção da biodiversidade são, sem dúvida, produções mais viáveis economicamente, uma vez que tornam todo o processo, desde a uva até à garrafa mais eficaz e eficiente”, explica o coordenador do PSVA, João Barroso.

No alto e acima, cenas da produção vitivinícola no Alentejo (fotos CVRA)

BOAS PRÁTICAS
Barroso explica que o PSVA “promove no campo a boa gestão dos solos, a utilização de organismos auxiliares, a preservação dos ecossistemas, a conservação e restauro das linhas de água, ou recurso ao modo de produção integrada e modo de produção biológica”. Ele prossegue: “Na adega, a eficiência energética e o uso racional da de água são prioritários, mas também o é a redução na produção de resíduos”.

A reciclagem e desmaterialização de processos, bem como o uso de produtos mais verdes, como o uso de rolhas, barricas e outros materiais de florestas certificadas, são igualmente incentivados. “Ao longo dos últimos anos, tem-se verificado uma maior sensibilização e atuação por parte dos produtores alentejanos em relação à gestão de água, eficiência energética e à importância da conservação da biodiversidade, mas, com esta certificação, será possível dar o salto para uma produção ainda mais amiga do ambiente e que, sendo pioneira, destaca o espírito de inovação do Alentejo no mercado interno, mas, também, internacionalmente”, explica o presidente da direção da CVRA, Francisco Mateus.

O presidente da direção da CVRA, Francisco Mateus

MERCADO
Segundo dados da CVRA, o Brasil ocupa o primeiro lugar das exportações. Em termos de volume, o País lidera o ranking das exportações (numa lista de 75 países), seguido da Suíça, de Angola, dos Estados Unidos e da Polônia. O Alentejo é a maior região de vinhos de Portugal e a que mais vende, tanto dentro quanto fora do país.

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