por CLAUDIO SCHAPOCHNIK, Vera Cruz_Região do Libertador General Bernardo O´Higgins/CHILE*
Há muitos anos, sei lá uns 12, 15, visitei a Viña Montes – cujo ícone, marcante, é um anjo. Nesta presstrip conjunta da Wines of Chile e Valle Nevado Ski Resort, da qual participei, a vinícola constou do roteiro. Da primeira para a segunda visita, creio que a experiência para o visitante cresceu bastante. Motivo: a parceria com o renomado chef argentino Francis Mallmann.
Dessa união de valiosas marcas, que se complementam totalmente, nasceu o restaurante Fuegos de Apalta em 2017. É um ótimo lugar para harmonizar os excelentes rótulos da Montes com uma comida de alta qualidade com menu assinado pelo competente Mallmann.



A Viña Montes localiza-se na região do Valle de Colchagua e distante 153 quilômetros ao Sul da capital chilena, Santiago.
Logo na chegada, o grupo foi recebido pelos simpáticos Leonardo De La Pietra e Guillermo Silva, respectivamente, sommelier e chefe de Enoturismo da vinícola. E eles ofereceram o refrescante espumante Sparkling Montes Brut. Que gostooooooso!


Na entrada do prédio, erguido sob os conceitos do feng-shui, chamou a atenção da escultura em madeira, em tamanho natural, do anjo da marca. A obra foi feita por um artista colombiano.
“Por que o anjo?”, perguntei ao De La Pietra. “Porque é um símbolo de proteção e êxito”, respondeu ele.

Depois passei para uma grandiosa sala com temperatura controlada. Lá estão 600 barricas de carvalho francês com vinhos que maturam de 18 a 24 meses.
O que chamou a atenção é o som. Sim, há uma trilha sonora com… Cantos gregorianos. “Não conseguimos provar, mas que fica melhor, fica”, assegurou o sommelier. Interessante.





Nessa sala com um aroma sensacional, Pietra e Silva ofereceram o tinto Purple Angel by Montes 2021, blend de Carmenère (92%) e Petit Verdot (8%). Que gostooooooso!
Com diversos vinhedos no país, a Montes produz 11 milhões de litros de vinho por ano. “Noventa e cinco por cento é exportada e, desse total, de 5% a 7% segue para o Brasil”, contou De La Pietra.
Em relação aos visitantes estrangeiros na Montes, uau, “80% são do Brasil”, disse Silva. De fato, ouvi bastante português-brasileiro na loja e no restaurante.
O próximo passo na visita, sempre ciceroneados por De La Pietra e Silva, foi o almoço no Fuegos de Apalta, como escrevi acima, assinado pelo chef Mallmann.



O projeto arquitetônico é bem contemporâneo: uma caixa retangular, com vidro do chão ao teto, coberta por gravetos – claro, depois há o teto convencional. Em três dos lados da caixa, o restaurante divisa com um dos vinhedos da Montes. Que gostooooooso! Palmas!
O Fuegos de Apalta estava a toda, super movimentado. O coração da casa é uma bela estrutura de ferro, com a brasa e o fogo como protagonistas – esse é o conceito do Mallmann –, onde quase tudo é preparado. Ao lado, o forno, também à lenha.


Instalados na mesa, a harmonização dos vinhos Montes com os pratos by Mallmann começou. Foi uma das refeições mais interessantes que tive, sem dúvida – e não apenas por causa da comida e dos vinhos.
O start teve início com a melhor empanada de carne que já comi na vida até então. Chegou bem quente, saída de um forno à lenha e com a superfície bem queimada – detalhe que aprecio. Quando a cortei, pois comi com garfo e faca, saiu aquele suco com a gordura da carne e os temperos. Maravilhosa. Que gostooooooso! Repeti. E me contive para não pegar a terceira…




Logo após chegou uma salada de queijo de cabra com pera, presunto cru e ameixa seca reidratada no shoyu. PQP. Que gostooooooso! Tudo combinou tão bem…


Depois, chegou outra beleza: salada vieira com ají (tipo de pimenta), salsinha e bacon em cima de uma plataforma de finíssimas fatias de batata super crocantes. O que foi aquilo?! Que gostooooooso! Mesmo com o ponto das vieiras ter passado um pouquinho.



Para acompanhar as saladas, foi servido o branco Montes Outer Limits Sauvigon Blanc, que combinou de forma muito elegante e saborosa. Que gostooooooso!


O desfile gastronômico by Mallmann chegou ao ápice com uma fraldinha – mal passada – coberta por chimichurri fresco acompanhada de um “mil-folhas” de batata com vinagrete. Fantástica, maravilhosa! Que gostooooooso!


Para harmonizar com a carne, a Montes o tinto Montes Folly, 100% Syrah. Uau! Que gostooooooso!


Para finalizar a exímia experiência vínica-gastronômica no Chile, a sobremesa veio em mini porções num prato – individual, como todos os demais. Não me lembro dos nomes, desculpe, mas tudo estava bom pra caramba. Que gostooooooso!

Que vinícola, que restaurante, que almoço, que bebidas, que pratos… Inesquecíveis!
Antes de ir embora, dei uma passada na loja da Montes. Adorei também o design e a arte dos rótulos da vinícola. Seguem abaixo várias.











Viña Montes e Fuegos de Apalta, que dupla! Imperdíveis.

Para saber mais informações sobre a vinícola e os programas de enoturismo, clique aqui.
*O QUE GOSTOSO! viajou a convite de Wines of Chile e Valle Nevado Ski Resort, com seguro de viagem da Intermac Assistance