por CLAUDIO SCHAPOCHNIK
São Paulo tem só aço, concreto e asfalto – a “Selva de Pedra”. Absolutamente, não. A maior cidade do País em número de habitantes, mais de 11 milhões, tem área rural, sim! A maioria das propriedades localiza-se no Extremo Sul da cidade. Nessa região, no bairro de Parelheiros, é que fica o The Roça Park. Trata-se de um estabelecimento agrícola familiar e grande parte orgânico. Há um ano, a família proprietária resolveu abrir o local para o turismo rural e pedagógico, sem deixar de lado as atividades comerciais ligadas à agricultura.
Conheci parte dos alimentos produzidos por lá no evento Na Mesa 2023, dentro do espaço Programa Sampa Mais Rural, da Prefeitura Municipal de São Paulo.

“Nossa propriedade tem a dimensão de 14 hectares, sendo que cinco hectares estão destinados à produção orgânica certificada desde 2015”, contou ao QUE GOSTOSO! a simpática e entusiasmada Patrícia Santos, enfermeira pós-graduada em saúde pública e sócia do negócio.
Negócio este que foi fundado pelos seus pais, Joaquim e Neide dos Santos, e que tem na sociedade ainda a irmã, Mônica.
A família cultiva, entre outras culturas, mandioca, açafrão da terra, gengibre, batata doce roxa, alho caipira e ervas e hortaliças em geral.

Os Santos fornecem os alimentos para a Cooperativa de Parelheiros e vendem ainda os produtos na barraca que possuem na Feira de Orgânicos do Parque da Água Branca, na Zona Oeste da cidade.
No Na Mesa 2023, conheci alguns dos produtos que pareciam ser muito saborosos: gengibre (em conserva e com açúcar), açafrão da terra em conserva, molho de pimenta, licores de banana e de abacaxi com gengibre.

“Esses e outros produtos, vendemos em feiras, no nosso sítio e despachamos para todo o País”, assegurou Patrícia.
Para 2024, entre outras novidades, ela quer começar a produzir gengibirra vegana. “É um projeto.”
Além dos produtos, a família Santos recebe visitantes – toda e qualquer atividade ocorre somente com agendamento prévio.

“Por exemplo, mostramos nossas culturas, dá para fazer a colheita de alimentos, há um passeio de trator e as pessoas podem comer e beber – temos o café colonial, o almoço self-service e as opções de porções”, explicou Patrícia.
“Oitenta por cento do que servimos em termos de comidas e bebidas é produzido aqui”, garantiu ela. “As receitas são familiares.”
Sem dúvida, parece ser uma proposta muito bacana. Em breve espero dar uma chegada por lá.
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Existe alguma van que pode nos buscar?