Aprovamos 3 rótulos de cerveja inspirados nos biomas Foto LARA SANTOS

Aprovamos 3 rótulos inspirados nos biomas brasileiros

por CLAUDIO SCHAPOCHNIK*

A Cervejaria Nacional celebra os dez anos de fundação da fábrica-bar, com unidades no Tatuapé e em Pinheiros, respectivamente, na Zona Leste e Zona Oeste de São Paulo, com rótulos de cervejas que trazem ingredientes característicos dos seis biomas do País — Amazônia, Mata Atlântica Pampa, Cerrado, Caatinga e Pantanal. Destes, só o da Mata Atlântica falta ser lançada. E, destes também, provei a aprovei as cervejas inspiradas no Pampa, no Cerrado e na Caatinga. Todas têm a assinatura do cervejeiro Marcos Braga e estão disponíveis no balcão e na entrega da casa.

Provei três dos seis rótulos dessa série comemorativa na unidade de Pinheiros ao lado de Braga. Foi um bate papo muito legal com ele, que estudou em 2016 no curso profissional de cerveja no Senai da cidade fluminense de Vassouras. “Em 2017 comecei um estágio e não saí mais dessa indústria fascinante que é a cervejeira”, recordou ele ao QUE GOSTOSO!.

Braga tem 28 anos, nasceu em Piraí e foi criado em Niterói, ambas cidades no Estado do Rio de Janeiro. Está há cerca de oito meses na Cervejaria Nacional, e antes trabalhava em uma fábrica de cerveja em Paraty (RJ).

“Quando recebi o convite para trabalhar na Cervejaria Nacional, topei na hora e achei muito bacana o projeto de celebrar os dez anos”, disse o cervejeiro. “Busquei elementos não apenas ligados à biodiversidade, mas à cultura de cada bioma”, emendou ele.

Aprovamos 3 rótulos de cerveja inspirados nos biomas 1 foto Claudio Schapochnik Que Gostoso
No alto algumas das cervejas da casa (foto Lara Santos) e, acima, o cervejeiro Marcos Braga (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

DEGUSTAÇÃO
Confira abaixo mais informações sobre a minha prova dos três rótulos:

Pampa — Braga escolheu a erva mate como ingrediente principal da cerveja do bioma, muito consumida por grande parte da população que lá habita na forma de chimarrão, ou seja, infusionada apenas na água quente. “É ainda um insumo fácil de achar”, disse ele. Ao beber a cerveja Pampa, que não é filtrada, senti um amarguinho no final. Muito boa! Teor alcoólico (ABV): 5,4%.
Para harmonizar, Braga indicou bebê-la junto com a alheira do menu, servida com pão, vinagrete e limão.

Cerrado — O cervejeiro disse que a receita desse rótulo veio das suas idas ao Mercado Municipal de Pinheiros, pertinho da Cervejaria Nacional. “De lá trouxe o pequi e a castanha de licuri”, resumiu ele. Na boca, gostei do sabor de torrefação que senti. ABV: 4,5%.
Para harmonizá-la, Braga sugeriu o hambúrguer pererê do menu, com disco de carne feito de fraldinha, temperada com outra cerveja da casa, a Sa´si (stout), e servida com cebola caramelizada e mostarda dijon.

Caatinga — Nesse rótulo, Braga pensou na cajuína, bebida doce feita a partir do caju, por causa do dulçor. Na boca, uma bebida encorpada e agradável. ABV: 7,8%.
Em relação à harmonização do menu, o cervejeiro sugeriu saboreá-la com a porção de bolinho de arroz com abóbora e queijo.

OS OUTROS RÓTULOS DA SÉRIE DOS BIOMAS
Depois de minha ida à cervejaria, a Nacional lançou mais dois rótulos: Amazônia e Pantanal. Ainda não os provei.

A Pantanal, segundo informações da Nacional, “é uma American Lager dourada, límpida e elaborada com o arroz selvagem. O grão contribui para a leveza e refrescância, que são características principais desta criação”.

A Amazônia tem como protagonista o cumaru, popularmente conhecido como a baunilha brasileira. “A cerveja é uma juicy IPA e ABV de 5,6%.”

Para fechar o ciclo, a cervejaria lança ainda este mês de dezembro o rótulo Mata Atlântica. “Será produzida com a fruta grumixama e aroeira (pimenta rosa). A grumixana tem um potencial gigantesco e recebeu o apelido de ´cereja brasileira´. Quanto ao estilo, será uma cerveja belga”, adiantou Braga.

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A parte da produção das cervejas na unidade de Pinheiros (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

A CERVEJARIA
A Cervejaria Nacional é a primeira fábrica-bar de São Paulo. As cervejas, servidas como chope e criadas pelo sócio e mestre-cervejeiro Luís Fabiani, são produzidas ali mesmo por Marcos Braga, em plena Avenida Pedroso de Moraes, quase esquina com a Rua Teodoro Sampaio.

Os cinco rótulos da casa levam o nome de lendas brasileiras, como a Sa´si Stout, a Kurupira Ale e a Mula IPA.

Em um espaço de três andares, a Nacional reúne fábrica, bar e restaurante. No térreo, está localizada uma fábrica toda envidraçada, onde toda a cerveja é produzida e na qual estão dispostas as enormes panelas de cozimento e os tanques de fermentação. No primeiro andar, o bar com torres de cerveja, revela uma vista privilegiada para a produção. E o andar superior dá espaço a um salão, de clima mais reservado e intimista.

O cardápio sugere harmonizações entre os chopes artesanais com carnes e pratos, acompanhados de molhos especiais, alguns à base das cervejas da casa.

* A reportagem do QUE GOSTOSO! fez a degustação a convite da cervejaria

SERVIÇO:
Cervejaria Nacional
Avenida Pedroso de Morais, 604, Pinheiros, São Paulo/SP
Tel. (11) 2609-3993 e Whatsapp (11) 99712-5576
Horário: segunda a sexta, das 16h à meia-noite; e sábado, das 13h à meia-noite
www.cervejarianacional.com.br
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