por Claudio Schapochnik
Há cerca de duas semanas participei pela primeira vez de uma cooking class (aula de cozinha, em português), onde as estrelas dos dois pratos muito bons — um doce e um salgado — eram as maçãs importadas da França. Por causa da pandemia de Covid-19, o evento foi ao vivo porém cada participante acompanhava em sua casa via internet. Eu adorei a experiência liderada pela simpática chef Giovanna Grossi, do restaurante Animus em São Paulo.

A iniciativa fez parte da campanha, realizada no Brasil pelo terceiro ano consecutivo, “Maçãs Francesas: Tão… Crocantes!”. Trata-se de uma promoção do Interfel, da França, entidade que reúne e representa o conjunto de profissões e atividades de todo o setor de frutas e legumes frescos, desde a produção até a distribuição — com apoio da União Europeia. A realização foi da agência francesa de comunicação Sopexa por meio da parceira brasileira Cap Amazon Tropical Marketing.



Todos os convidados da cooking class, eu e outros jornalistas, receberam uma caixa horas antes do início da aula. Lá estavam, muito bem organizados, embalados e identificados, todos os ingredientes porcionados das duas receitas, orientações e as receitas propriamente ditas numa versão reduzida, que foram: arroz cremoso com costela bovina, maçã Red glaceada e cogumelos e clafoutis de maça Pink Lady, noz pecan e canela.
Coloquei o laptop na mesa da cozinha de casa, e foi um corre corre pro fogão durante toda a aula, mas valeu a pena.



Bem, como tudo estava porcionado e muito bem explicado, não foi tão difícil executar as receitas. As dicas e as explicações da chef Giovanna foram muito boas.
Para mim, o que mais chamou a atenção da maçã francesa é a versatilidade e a utilização em pratos salgados. Caiu muito bem. Pretendo utilizá-las outras vezes nas futuras temporadas.


HISTÓRIA DA CHEF
A escolha do prato salgado e da sobremesa foram ótimas e estavam muito, mas muito saborosas. Acho que, modéstia a parte, consegui seguir direitinho os passos da chef Giovanna na aula. Seria legal ter a avaliação dela para o sabor, mas fica para uma próxima.
Giovanna Grossi é natural de Jaú, no interior de São Paulo, e cresceu em Maceió, a capital de Alagoas. De volta à Terra da Garoa, cursou gastronomia na Universidade Anhembi Morumbi e depois foi para a França. Lá estudou no icônico Instituto Paul Bocuse, próximo a Lyon, e cursou confeitaria no Instituto Alain Ducasse. Trabalhou em várias casas na Europa.


Ao retornar para o Brasil, ela participou do principal concurso gastronômico internacional para jovens chefs Bocuse d´Or — o Bocuse d´Or. Aos 23 anos de idade, venceu a etapa brasileira e latino-americana, no México. Em 2017 tornou-se a primeira mulher brasileira a chegar às finais mundiais, novamente em Lyon.
Única jurada feminina da competição, Giovanna comanda ainda a Academia Brasil d´Or, ONG que ela mesma criou para divulgar a cozinha brasileira e formar times de competição para o Bocuse d´Or.
Na capital paulista ela e sua prima e sous chef, Julie Guinet Grossi, fundaram o restaurante Animus, que fica no bairro de Pinheiros (Zona Oeste). Lá elas primam pelos pratos com ingredientes frescos e selvagens, cujo menu muda de acordo com as estações. Ainda não conheço, mas já fiquei animado pra conhecer.