por CLAUDIO SCHAPOCHNIK, El Condor_Região do Libertador General Bernardo O´Higgins/CHILE*
Muito anos depois voltei à vinícola Clos Apalta no Valle de Colchagua, ao Sul da capital do Chile, Santiago. Anteriormente era chamada de Lapostolle – sobrenome da família francesa que fundou o empreendimento no início da década de 1990. Desse intervalo de, sei lá, uns 12, 15 anos, constatei que o vinho continua superbe e a parte hoteleira ganhou uma expansão.
A saga e expertise da família Lapostolle na área das bebidas tem quase 200 anos. Tudo começou na França, em 1827, quando Jean-Baptiste Lapostolle abriu uma destilaria de licor de frutas em Neauphle-le-château, perto de Versalhes.
Desde 2013, a administração da Clos Apalta está na sétima geração da família Lapostolle. Charles-Henri de Bournet Marnier Lapostolle é o presidente e diretor da empresa. Ou, como define um texto do site da vinícola, ele é o “guardião e renovador” da casa.


No meu retorno à Clos Apalta estava como integrante de uma presstrip que combinou vinhos e esportes de neve com outros profissionais brasileiros, no início deste mês de julho.
A chegada à Clos Apalta é impressionante: no primeiro plano, a área dos vinhedos, que soma um total de 168 hectares, e, no segundo plano, uma montanha verdíssima e totalmente preservada que, como um arco, abraça os vinhedos.
“São 400 hectares de mata preservada”, disse o guia de turismo e sommelier da Clos Apalta, Jorge Dinamarca, referindo-se ao verde que cerca os vinhedos.


Uma van da vinícola levou o grupo à bodega, construída escavando as rochas da montanha e que ganhou um formato que lembra uma barrica – de carvalho francês, off course!
No caminho, observei pontos marrons em meio ao verde da montanha. São os dez chalés para hospedagem de turistas na vinícola. Quando visitei a Clos Apalta, havia duas ou três dessas habitações.


Vale destacar que a parte hoteleira da casa é associada à super prestigiosa plataforma Relais & Chateaux. Ter o selo da R&C é apresentar credenciais que alta qualidade quanto à localização, aos serviços, aos alimentos e bebidas para o mercado de viagens de luxo em nível mundial. Não é pouca coisa, de forma alguma.
Voltando ao vinho, na bela estrutura da bodega são produzidas cerca de 1,2 milhão de garrafas por ano, sendo um milhão com a marca Lapostolle e 200 mil com rótulos Clos Apalta, informou Dinamarca.
No tour na bodega, conheci algo que não visitei na primeira vez – ou não havia ou ainda, se existia, não era aberto à visitação: a adega privativa da família Lapostolle. Impressionante.
Lá estão por volta de duas centenas de cada – cada – rótulo lançado com os nomes Lapostolle e Clos Apalta. Um tesouro daqueles.


Antes de conhecer o “cofre” da família Lapostolle, fui no topo da “barrica” – no caso a bodega. Uau, que vista sensacional que se tem de lá de cima. Que gostooooooso!
Lá do alto, meu olhar percorreu os vinhedos, a montanha verdinha e o céu azul e sem nuvens. Espetáculo. Que gostooooooso!
De volta à entrada da Clos Apalta, ocorreu a degustação de três rótulos, todos tintos e blends, liderada por Dinamarca.
Ele serviu o Le Petit Clos 2020 (40% Carménère, 38% Cabernet Sauvignon, 19% Merlot e 3% Petit Verdot); Clos Apalta 2020 (64% Carménère, 19% Cabernet Sauvignon, 15% Merlot e 2% Petit Verdot); e Clos Apalta 2013 (70% Carménère, 21% Cabernet Sauvignon, 7% Merlot e 2% Petit Verdot).



Todos excelentes.
O Clos Apalta 2013 me atraiu mais, imagino pela alta porcentagem, entre os três, da uva Carménère. Que gostooooooso!
Logo após, Dinamarca ofereceu alguns itens de charcutaria fina. Que gostooooooso!


Foi ótimo ter voltado à Clos de Apalta. Super recomento a visita.
Para saber mais informações, clique aqui.
*O QUE GOSTOSO! viajou a convite de Wines of Chile e Valle Nevado Ski Resort, com seguro de viagem da Intermac Assistance