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Chile: Clos Apalta produz vinhos com DNA francês

por CLAUDIO SCHAPOCHNIK, El Condor_Região do Libertador General Bernardo O´Higgins/CHILE*

Muito anos depois voltei à vinícola Clos Apalta no Valle de Colchagua, ao Sul da capital do Chile, Santiago. Anteriormente era chamada de Lapostolle – sobrenome da família francesa que fundou o empreendimento no início da década de 1990. Desse intervalo de, sei lá, uns 12, 15 anos, constatei que o vinho continua superbe e a parte hoteleira ganhou uma expansão.

A saga e expertise da família Lapostolle na área das bebidas tem quase 200 anos. Tudo começou na França, em 1827, quando Jean-Baptiste Lapostolle abriu uma destilaria de licor de frutas em Neauphle-le-château, perto de Versalhes.

Desde 2013, a administração da Clos Apalta está na sétima geração da família Lapostolle. Charles-Henri de Bournet Marnier Lapostolle é o presidente e diretor da empresa. Ou, como define um texto do site da vinícola, ele é o “guardião e renovador” da casa.

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No alto, a bogeda da Clos Apalta na foma de barrica, incrustrada na rocha da montanha que abraça os vinhedos e, acima, taça com o Petit Clos 2020 na degustação (fotos Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
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Localização do Chile na América do Sul (mapa Google Maps)

No meu retorno à Clos Apalta estava como integrante de uma presstrip que combinou vinhos e esportes de neve com outros profissionais brasileiros, no início deste mês de julho.

A chegada à Clos Apalta é impressionante: no primeiro plano, a área dos vinhedos, que soma um total de 168 hectares, e, no segundo plano, uma montanha verdíssima e totalmente preservada que, como um arco, abraça os vinhedos.

“São 400 hectares de mata preservada”, disse o guia de turismo e sommelier da Clos Apalta, Jorge Dinamarca, referindo-se ao verde que cerca os vinhedos.

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Parte da estrutura na entrada da vinícola, onde ficam ainda a loja e a sala de degustação
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Situação geográfica de El Condor, no mapa do Chile (mapa Google Maps)

Uma van da vinícola levou o grupo à bodega, construída escavando as rochas da montanha e que ganhou um formato que lembra uma barrica – de carvalho francês, off course!

No caminho, observei pontos marrons em meio ao verde da montanha. São os dez chalés para hospedagem de turistas na vinícola. Quando visitei a Clos Apalta, havia duas ou três dessas habitações.

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Vista desde o topo da bodega em forma de tonel de barrica
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Piscina com borda infinita da área de hospedagem da vinícola (foto/download do site Clos Apalta)

Vale destacar que a parte hoteleira da casa é associada à super prestigiosa plataforma Relais & Chateaux. Ter o selo da R&C é apresentar credenciais que alta qualidade quanto à localização, aos serviços, aos alimentos e bebidas para o mercado de viagens de luxo em nível mundial. Não é pouca coisa, de forma alguma.

Voltando ao vinho, na bela estrutura da bodega são produzidas cerca de 1,2 milhão de garrafas por ano, sendo um milhão com a marca Lapostolle e 200 mil com rótulos Clos Apalta, informou Dinamarca.

No tour na bodega, conheci algo que não visitei na primeira vez – ou não havia ou ainda, se existia, não era aberto à visitação: a adega privativa da família Lapostolle. Impressionante.

Lá estão por volta de duas centenas de cada – cada – rótulo lançado com os nomes Lapostolle e Clos Apalta. Um tesouro daqueles.

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A escada para entrar no tesouro da família Lapostolle…
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…e parte do acervo da produção da casa

Antes de conhecer o “cofre” da família Lapostolle, fui no topo da “barrica” – no caso a bodega. Uau, que vista sensacional que se tem de lá de cima. Que gostooooooso!

Lá do alto, meu olhar percorreu os vinhedos, a montanha verdinha e o céu azul e sem nuvens. Espetáculo. Que gostooooooso!

De volta à entrada da Clos Apalta, ocorreu a degustação de três rótulos, todos tintos e blends, liderada por Dinamarca.

Ele serviu o Le Petit Clos 2020 (40% Carménère, 38% Cabernet Sauvignon, 19% Merlot e 3% Petit Verdot); Clos Apalta 2020 (64% Carménère, 19% Cabernet Sauvignon, 15% Merlot e 2% Petit Verdot); e Clos Apalta 2013 (70% Carménère, 21% Cabernet Sauvignon, 7% Merlot e 2% Petit Verdot).

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O último rótulo da degustação; e o que mais curti
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Um dos tonéis de carvalho francês da vinícola
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O primeiro vinho que degustei

Todos excelentes.

O Clos Apalta 2013 me atraiu mais, imagino pela alta porcentagem, entre os três, da uva Carménère. Que gostooooooso!

Logo após, Dinamarca ofereceu alguns itens de charcutaria fina. Que gostooooooso!

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A travessa com maravilhas da charcutaria do Chile
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O editor do QUE GOSTOSO!, Claudio Schapochnik “Schapo”, em selfie no topo da bodega

Foi ótimo ter voltado à Clos de Apalta. Super recomento a visita.

Para saber mais informações, clique aqui.

*O QUE GOSTOSO! viajou a convite de Wines of Chile e Valle Nevado Ski Resort, com seguro de viagem da Intermac Assistance

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