Graffitis também abordam temas culinários

por Claudio Schapochnik

Fotografo graffitis no Brasil e em outros países desde 1986! Sim, é uma paixão gigante que tenho pelo tema desde que conheci esta arte urbana na Bienal de São Paulo de 1985. Naquela edição o evento contou com a instalação Festa na casa da Rainha do Frango Assado, de Alex Vallauri (1949-1987) – artista plástico judeu nascido em Asmara, na Eritrea (África Oriental). Quando conheci a obra de Vallauri foi amor à primeira vista pelo trabalho dele e pela arte do graffiti. Portanto, há 34 anos fotografo estas pinturas nas paredes por aí. Entre os vários temas abordados pelos grafiteiros mundo afora, dentro do meu acervo, posso dizer a culinária ocupa um pequeno papel. E dentro deste, a luta contra o consumo de carne é bem presente.

Muitas pessoas que não consomem carne e os veganos utilizam da técnica do graffiti, que não deixa de ter um aspecto guerilheiro, rápido e marcante, para levar sua mensagem ao mundo. Vi isso no Brasil e em outros países, como Geórgia e Grécia, com bom humor ou, por outro lado, com, digamos, uma certa violência. Como na foto que abre este texto, que fotografei em Thessaloniki, no Norte da Grécia, em 2015.

Stencil em São Paulo, em 2015 (fotos Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
Imagem na Lapa, Zona Oeste de São Paulo, de 2019

O tema da culinária também aparece como uma base para personagens, como uma série que fotografei em Jerusalém, a capital do Estado de Israel. Há ainda os graffitis de utensílios da cozinha e os feitos sob encomenda, para a decoração de lanchonetes e restaurantes. Neste campo, fiz algumas fotos da parede de uma lanchonete no bairro da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo.

Xícara na parede de lanchonete na Lapa, em São Paulo, em 2019
“Dona Couve”: stencil que fotografei em Jerusalém

Vale ressaltar que, raramente, fotografo graffitis que foram encomendados comercialmente. Para mim, graffiti é uma arte que tem de ser espontânea. Interessante que quase todas as fotos que publico aqui são de graffitis do estilo stencil, ou seja, são feito com máscaras e não a mão livre. Este estilo é o meu favorito também! Outra coisa importante: graffiti pode durar um dia, uma semana, um mês, um semestre, um ano, dez anos… Não dá para saber. É uma arte efêmera, de fato e de direito! Imagino que todas estas fotos que mostro aqui para você não existam mais.

Bem, este texto é focado mais nas imagens do que nas palavras propriamente escritas. Então seguem abaixo mais fotos do meu acervo. Espero que você goste. O Que Gostoso! é assim mesmo: 360 graus na cobertura de tudo o que comemos e bebemos.

Bom humor de grafiteiro estadunidense, que fotografei em Miami, em 2018
Pimentas que tanto amo: graffiti em São Paulo, em 2014
Panela de pressão: stencil em São Paulo, em 2015
O bom humor do brasileiro: stencil no Bixiga, região central de São Paulo, em 2014
“Casal de cerejinhas”: graffiti em Jerusalém, em 2015
Sorvetão em muro de Belgrado, a capital da Sérvia, em 2015
Talheres no muro de lanchonete na Lapa, em 2019
Bom humor em stencil em Tbilisi, a capital da Geórgia, em 2015
O “sanduba” na parede da lanchonete na Lapa…
…e o copo de suco do mesmo estabelecimento
Xícaras cheias de café: graffiti na Marginal Tietê, em São Paulo, em 2018
Abelha em muro da Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, em 2018

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