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Shakshuka do Shäq Shüq (RJ) poderia melhorar

por CLAUDIO SCHAPOCHNIK_Rio de Janeiro/RJ

Em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, há um restaurante kasher – ou kosher; que segue as regras da culinária judaica. É o Shäq Shüq, que funciona no prédio do Clube Israelita Brasileiro. O nome da casa designa, numa interessante grafia, um prato típico do Norte da África, a shakshuka. Existem ainda outras formas de escrevê-la.

Pois bem, a receita, muito apreciada pela população de Israel, basicamente é a seguinte: ovos cozidos, mas com a gema mole, num molho de tomate e pimentão vermelho bastante temperado com coberturas, que podem variar.

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No alto, a shakshuka do Shaq Shuq e, acima, o certificado que o estabelecimento é kasher, em três idiomas (hebraico, português e inglês), assinado pelo rabino Netanel Tzippel (fotos Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
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A shakshuka com a porção de pimenta
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Algumas das mesas do salão do restaurante

Provei a shakshuka do Shäq Shüq, que no cardápio está grafada como “Shaque Shuka”, num jantar regado ainda por uma ótima conversa, com minha esposa e duas primas cariocas. Isso ocorreu em agosto de 2024.

Naquele mês, o prato custava R$ 39,90. Hoje deve estar com um valor mais alto… O que é esse preço estratosférico dos ovos no mercado?!

Gostei do shakshuka kasher do Shäq Shüq. O prato, entretanto, poderia ser melhor. Pequenos ajustes fariam diferença.

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Capa do menu do Shäq Shüq

OS PEDIDOS
Fui ao restaurante com vontade de comer shakshuka. Até então já havia comido o prato em dois restaurantes: um no famoso mercado Hacarmel em Tel Aviv, em Israel, e outro em São Paulo.

Fiz o pedido: duas shakshukas, pois minha esposa também optou pelo prato. Nossa prima, Marina, vegana, pediu a salada do chefe (R$ 35,90), cuja descrição no cardápio dizia: “tomate, pepino, cebola, azeitona, champignon e tomate-cereja”. Mais tarde chegou a filha da Marina, Yasmim, que também comeu shakshuka.

CADÊ A PITA E AS COBERTURAS?
A salada chegou primeiro, bonita. Pareceu-me muito saborosa.

Em vez do tomate-cereja, o cozinheiro do Shäq Shüq colocou três encorpadas fatias de palmito. Uau, muito boa mudança – acho que foi um belo up-grade, além de um toque bem brasileiro.

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A salada do chefe

Depois chegaram três porções de pão.

Os pães lembravam, de longe, o francês. Estavam coberto com gergelim.

Esperava, sinceramente, que chegassem porções de pita – chamado ainda de pão sírio.

Creio que shakshuka rima com pita, não com pão, digamos, estilo ocidental.

O pão servido, com miolo, estava ótimo para chuchá-lo no molho. Entretanto, acho que a pita tem a alma do Norte da África e Oriente Médio.

Portanto, poderiam trocar o pão pela pita.

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O pão servido no restaurante

Outro aspecto que reparei no prato foi a ausência de algo mais. Faltou, no mínimo, um verdinho – salsinha ou cebolinha ou coentro ou pimenta. Ou seja: faltou uma cobertura.

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A shakshuka: boa porção

A shakshuka chegou de bicolor a tricolor: vermelho, do molho, e um branco-amarelo, dos três ovos. Poderia chegar com mais cores e, consequentemente, com mais sabor. Faltou um cuidado com o visual na minha opinião.

Pedi molho de pimenta para o garçom, que me trouxe malaguetas vermelhas curtidas no óleo numa pequena cerâmica no formato de coração. Estava boa. Que gostooooooso!

Para mim, shakshuka tem de ter pimenta no molho. Não era o caso. Por isso que tive a iniciativa de completar com a mesma.

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A gostosa pimenta caseira

Os ovos estavam ok para uma shakshuka: com a gema mole. Isso é uma condição sine qua non. Que gostooooooso!

O molho poderia estar mais condimentado.

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Detalhe da minha shakshuka: gema mole e a pimenta que coloquei no molho
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Outras mesas do salão da casa kasher em Copacabana
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A conta do jantar para quatro pessoas

Enfim, minha experiência com a shakshuka do Shäq Shüq não foi como esperava. Espero voltar, sim, e, quem sabe, pedir o prato novamente. Quem sabe mudou?

Vale destacar que o cardápio da casa tem ainda carnes (bovina, frango, peixe), massas, hambúrgueres e pizzas. Aos domingos, há ainda um bufê self service bem variado, conforme vi no site do restaurante.

SERVIÇO:
Shäq Shüq
Rua Barata Ribeiro, 489, 2° andar, Copacabana, Rio de Janeiro/R, pertinho da estação do metrô Siqueira Campos
Tel. (21) 3283-3292
Horário: domingo, 12h às 15h e 18h às 22h; segunda, 18h às 22h; sábado, 19h30 às 23h; fechado demais dias
www.shaqshuq.com.br
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