CLAUDIO SCHAPOCHNIK_Lugano/SUÍÇA*
Na incrível estada em Lugano, no Cantão (Estado) de Ticino, a estada foi no simples e ótimo Hotel Pestalozzi. Estive por alguns dias no destino na Suíça italiana em agosto de 2023, com minha esposa, Mirella. Além do bom quarto, o estabelecimento tem restaurante que serve o ótimo café da manhã, incluso na diária, e pratos caseiros deliciosos no almoço. O polpettone foi uma grande e agradável surpresa.


O Pestalozzi fica pertinho do grande e lindo Parco Ciani, a curta distância a pé do Centro e tem um ponto de ônibus na calçada – com linhas que, por exemplo, seguem para perto da estação do funicular do Monte Brè e para a estação ferroviária. Portanto, em termos de localização e logística, é excelente.
O quarto que fiquei tinha tudo o que um viajante quer: uma boa cama, um bom chuveiro e tomadas para recarregar celulares – num ambiente limpo. Adorei.
O café da manhã era muito bom, com frutas, queijos, frios, pães, torradas, ovos mexidos etc.
Adorei comer torrada com queijo cottage e pedaços de um figo maravilhoso e docinho por cima (fotos abaixo, em duas versões). Sensacional. Que gostooooooso!


Apenas no último dia de estada no Pestalozzi, após ter feito o check-out e um passeio curto de despedida da cidade – a viagem continuou de trem até Bologna, na Itália –, conheci o restaurante na hora do almoço.
Nossa… Como diria meu saudoso e amado pai, Edison, a casa era da categoria “restaurante de antigamente”.
Achei o ambiente bastante tranquilo, caloroso. Quem atendia era, praticamente, a mesma brigada do café da manhã: pessoas com mais de 55, 60 anos de idade bastante prestativas, mas não de muito papo.
Quando olhei o cardápio e vi a palavra polpettone, meu cérebro deu a ordem: “peça esse!” Obedecer a intuição é uma maravilha. Era o Polpettone ticinese fatto in casa.
Pedi o meu prato com purê de batata; a outra opção era arroz. Como diria, mais uma vez, o meu paizão, de bom humor e com uma certa ironia, em muitos restaurantes: “arroz eu como na minha casa”. O espinafre, cozido apenas, vinha de qualquer maneira.
Minha esposa pediu berinjela à parmegiana, prato do qual ela é super fã.


Quando li a palavra polpettone no menu, minha mente lembrou no mesmo segundo do polpettone da cantina e pizzaria Jardim de Napoli, na Vila Buarque, região central de São Paulo.
Foi lá que o restaurateur Antônio (Toninho/Tonico) Buonerba, que morreu aos 78 anos em 2018, criou a receita do maravilhoso polpettone à parmegiana.
O prato virou ícone da “cozinha ítalo-paulistana – aquela que foi criada ou adaptada em São Paulo pelos imigrantes italianos ou seus descendentes de primeira geração, e não no país de onde veio a linhagem”, como bem explicou o jornalista J.A. Dias Lopes, dono de um texto impecável e grife de altíssimo prestígio no jornalismo – sobretudo no tema ligado à gastronomia –, na revista Veja de 4 de julho de 2018.
“É uma espécie de polpetta (almôndega) gigante, porém redonda e achatada como um bife, à base de carne moída, recheada com mozzarella, empanada, frita em óleo e servida com molho de tomate e queijo ralado tipo parmesão”, descreveu o mestre Dias Lopes o polpettone do Toninho Buonerba no mesmo texto na Veja.
Voltando ao polpettone do restaurante do hotel Pestalozzi, sim, sabia que não encontraria o com a assinatura do Buonerba. Nem era por aí. O motivo: fome e curiosidade – como seria o polpettone ticiano, ou, em italiano, ticinese? “O polpettone do Jardim de Napoli é só nosso”, sublinhou Dias Lopes no seu texto.
O garçom trouxe o prato tricolor – amarelo do purê de batata, verde do espinafre e uma cor de algum tom de marrom do polpettone – depois de uns 15 minutos mais ou menos. Chegou junto a berinjela à parmegiana, a opção pedida pela Mirella.
Uau, que comida caseira, simples e super saborosa foi o polpettone ticinese. Que gostooooooso!


O purê de batata estava um veludo, e o espinafre, cozido só com sal. Caíram muito bem como guarnição da carne. Que gostooooooso!
O polpettone, assado, estava bem macio, mas sem se desmanchar, tenro e cercado por um caldo espesso fantástico, que alcançou por baixo as duas guarnições. Em relação à carne, era como um “bolo” e sem qualquer recheio ou queijo por cima. Havia três boas fatias retangulares. Adorei, ainda mais quando molhado no caldo. Que gostooooooso!
Aprovei o polpettone ticinese.
Para beber fui de cerveja, italiana.
Provei um pedaço da berinjela à parmegiana e, uau, estava deliciosa. Boa escolha da Mirella. Que gostooooooso!
Super recomendo o Pestalozzi, o hotel e o restaurante.
SERVIÇO:
Turismo da Suíça
Hotel Pestalozzi Lugano
Turismo da Região de Lugano
Ferrovia Suíça
*O QUE GOSTOSO! viajou com apoio do Swizterland Tourism e da SBB/CFF/FFS (Ferrovia Suíça)