Luiz Alves (SC) busca selo de IG para cachaça e banana

DA AGÊNCIA SEBRAE DE NOTÍCIAS

O processo para esse reconhecimento, que atesta a qualidade e reputação do produto associado ao meio geográfico de produção, já está em andamento liderado pelo Sebrae/SC, Prefeitura Municipal de Luiz Alves (SC), Associação de Bananicultores de Luiz Alves (Abla) e Associação dos Produtores de Cachaça Artesanal de Luiz Alves (Apcala).

A Indicação Geográfica tem o objetivo de apontar a origem geográfica de um produto, que apresenta uma reputação ou qualidade única, atribuída aos recursos naturais como solo, vegetação, clima e os recursos humanos como a organização da cadeia produtiva, a cultura e o saber fazer. Esse reconhecimento pode ser realizado em uma das duas formas de registro: a Indicação de Procedência (IP), quando o nome geográfico da região o tenha tornado conhecido pela produção ou a Denominação de Origem (DO), que utiliza o nome geográfico identificando o produto por suas características exclusivamente relacionadas ao meio geográfico, por fatores naturais e humanos.

A Indicação Geográfica é mundialmente conhecida e registrou o “Vinho do Porto”, de Portugal e a “Champagne”, da região de Champagne, na França. Em Santa Catarina, apenas duas regiões possuem o registro de Indicação Geográfica: o Vinho Goethe, por Indicação de Procedência (IP), que produz mais de 100 mil litros por ano na região de Urussanga, e a Banana de Corupá, por Denominação de Origem (DO), com produção de 155 mil toneladas por ano. A expectativa é de que mais oito produtos sejam reconhecidos no estado com o selo de indicação geográfica, incluindo a Banana e Cachaça de Luiz Alves.

Com produção anual de 124 mil toneladas, a banana “in natura” em Luiz Alves é cultivada em uma área de 4 mil hectares por aproximadamente 400 produtores, dos quais 230 são associados à Abla e 170 outros pequenos produtores não associados. Na região se produz ainda derivados como doces, desidratados e chips. O selo de Indicação Geográfica (IG) da banana irá melhorar a organização da cadeia produtiva, fortalecer o associativismo, proteger o produtor com direito ao uso da IG e controlar o produto contra falsificações, ajudar a desenvolver novos mercados, fortalecer o produto e o território, além de desenvolver novos ativos econômicos no entorno da cadeia produtiva, como turismo, outras indústrias e produtos derivados.

No alto, cacho de bananas (foto Governo de Santa Catarina) e, acima, alambique da Cachaças e Licores Morauer (foto do site do município de Luiz Alves)

Já a cachaça de melado de cana, do tipo branca (não envelhecida) e ouro (envelhecida em barricas de madeiras), é produzida em nove alambiques no município e conta com a produção de 80 mil litros por ano por produtor, chegando a uma produção total próxima de um milhão de litros. Com a Indicação Geográfica (IG), o produtor passa a ser protegido e o produto passa a ter proteção contra falsificações, fortalece o associativismo e renome já conquistado no mercado, integra os demais negócios locais, com agregação de valor abre novas oportunidades e amplia os mercados, além de promover o turismo com o fortalecimento da “Rota da Cachaça de Luiz Alves”.

Para o prefeito Marcos Pedro Veber, a cidade de Luiz Alves já é reconhecida pela qualidade de suas cachaças e bananas. “Carregamos orgulhosamente o título de Terra da Cachaça. Temos produtos únicos com características exclusivas em nosso município, que nos projetam nacional e internacionalmente através de premiações importantes destes setores. A Identificação Geográfica vem para reconhecer todo trabalho e organização de nossos produtores e empresários destas duas cadeias produtiva, que ao longo dos anos nos tornaram referência nestes dois segmentos. Além disso, garantirá aos consumidores a segurança de consumir um produto genuinamente luizalvense de qualidade e tradição”, destaca.

Segundo o diretor técnico do Sebrae/SC, Luc Pinheiro, esse é um trabalho que reconhece os produtos que são referência na região. “Nosso objetivo é preparar o município para receber a indicação geográfica até o final de 2020, para que o mercado saiba que a banana e a cachaça produzidas em Luiz Alves são de alta qualidade e diferenciadas”, ressalta Pinheiro.

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