Waldmax serve comida alemã “de raiz” em Dresden

por Claudio Schapochnik_Dresden/ALEMANHA*

Uma das cidades mais lindas da Alemanha e capital do Estado da Saxônia, Dresden merece ser visitada por vários aspectos. Talvez o mais importante é o patrimônio histórico-artístico da época do barroco, no século 18. Nesta época os reis locais investiram na vinda de grandes artistas que fizeram obras maravilhosas que estão até hoje no centro histórico dresdense.

Muito deste patrimônio foi reconstruído após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Na madrugada de 13 para 14 de fevereiro de 1945, os Aliados – no caso as forças aéreas britânica e estadunidense – despejaram milhares de toneladas de bombas sobre Dresden, causando, além de muitas mortes, um dano gigante neste patrimônio.

A Frauenkirche (à esq.) e edifícios no Centro Histórico de Dresden (fotos Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
Parte do Zwinger, a construção barroca mais linda da cidade

Caso emblemático é a Frauenkirche, a Igreja de Nossa Senhora. Templo de confissão luterana, foi erguido entre 1726 e 1743 no projeto do arquiteto dresdense Georg Bähr (1666-1738). A igreja foi praticamente destruída no bombardeio aliado em 1945. No entanto, décadas depois, a igreja foi reconstruída com blocos originais e material novo. É um dos lugares mais visitados da cidade.

Dresden e região merecem, no mínimo, três ou quatro noites para uma estada tranquila, porém cheia de atividades. Entre uma programação e outra, o horário sagrado da refeição. E aí que sugiro um restaurante bem alemão, afastado do Centro Histórico dresdense – leia-se que é mais frequentado por pessoas da cidade –, e que merece uma visita no almoço ou no jantar. É o Waldmax. Garantia de um lugar de “raiz”, com pratos fartos, saborosos, preços justos e um certo clima de antigamente.

Estive por duas vezes no Waldmax. As duas vezes com amigos dresdenses. A última vez foi em agosto de 2017, quando fiz questão de ir a Dresden para celebrar os 30 anos de amizade com o meu querido amigo e irmão Jan. Estava regressando de uma outra interessante viagem, à República da Belarus, e fiquei uma semana na Alemanha antes de retornar ao Brasil.

Estátua de um dos príncipes eleitores da Saxônia, Frederico Augusto I

COMIDA QUE SUSTENTA
Caso você esteja hospedado na região do Centro Histórico, vale a pena pegar um táxi. Com o nome e o endereço em mãos, certamente o taxista vai deixá-lo na porta.

O Waldmax é bem grande, com alguns salões e, no verão, opera também com um biergarten – o lugar que os alemães amam beber sua bebida mais desejada ao ar livre, em bancos e mesas. O restaurante é cercado por muitas árvores. É bonito mesmo.

Os garçons são bem atenciosos e, mesmo não sabendo ou sabendo pouco alemão, dá para se comunicar bem.

O Waldmax: bonito, hein? (foto reprodução do site do restaurante)
Eu (ao centro) com minha querida família alemã: Grit e Jan, à esq., e Simon e Brita à dir. (foto garçom)

O meu amigo Jan escolheu o Waldmax para o jantar comemorativo destas três décadas de amizade comigo. Eu adorei a escolha e, sobretudo, as companhias queridas. Junto dele estavam a mãe, Brita; o filho, Simon; e a esposa, Grit.

O jantar foi maravilhoso. Para beber: cerveja, claro! Para entrada, pedi uma sopa chamada soljanka (€ 5,20), uma sopa de origem russa muito gostosa. Sim, não tem nada de alemã nesta receita, mas o prato principal era 100% alemão.

Aí pedi o saftiger braten von schweinenacken (€ 11,90, foto no início do texto). Prato de carne de porco (pescoço) assada com molho de cerveja preta, chucrute e knödel – bolinho cozido, mas no caso bolão, feito de pão ou semolina que acompanha carnes. É comum não apenas na Alemanha, mas em vários países no Centro e Leste da Europa.

Bem apresentado – quando chegou à mesa, já o comi com os olhos – e servido, o saftinger braten von schweinenacker estava maravilhoso: quente, super saboroso, com um caldinho para você molhar o knödel e a carne, bem macia. O chucrute estava perfeito. Que gostooooooso!

A soljanka
O schnitzel de porco
Repare na tábua, que linda, do prato mais leve do jantar

Outro prato principal presente à mesa, que estava com uma cara maravilhosa, foi o schnitzel von schweinerücken – carne suína empanada e frita com molho de champignons e manteiga e batata frita (€ 13,50).

Um outro prato pedido no jantar e que fotografei, mas bem mais leve que os demais, foi o rindertartar – salame, manteiga, salada e pão da casa (€ 10,80).

Segundo o Jan me contou, os donos do Waldmax têm um açougue e “por isso sempre há carne fresca e de boa qualidade”.

O Waldmax é o que o meu querido pai, Edison (Z´L, 1931-2014), dizia ser um “restaurante de antigamente”: tradicional, porções fartas, preços justos e com garçons das antigas e bem atenciosos, entre outras características.

Saí super bem satisfeito do jantar, meu Deus! A comida lá sustenta mesmo.

Ah, Waldmax! A casa é ótima. Super recomendo e não vejo a hora de voltar lá.

Sim, a casa vende os próprios frios

*Os preços são atuais. Consultei hoje o cardápio do restaurante.

SERVIÇO:
Waldmax
Waldhofstrasse 26, Dresden
Tel. (0351) 890-4620
www.waldmax.de

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