por CLAUDIO SCHAPOCHNIK, Lolol_Região do Libertador General Bernardo O´Higgins/CHILE*
Uma das mais jovens vinícolas chilenas, a Viña Santa Cruz celebra apenas 21 anos em 2024. O fundador é o empresário chileno e presidente do Grupo Cardoen, Carlos Cardoen C. Além de apaixonado por vinhos, don Carlos é ainda um mecenas e, por meio da fundação que leva seu sobrenome, mantém cinco museus no Chile.



Um desses museus, o Museo Colchagua, é vizinho do Hotel Santa Cruz Plaza – também de propriedade do empresário Cardoen.
Pernoitei uma noite nesse hotel e fiz uma visita express nesse museu no início do mês passado, quando participei de uma presstrip com outros profissionais ao Chile.
O hotel já conhecia de outra viagem ao Chile. Fica em frente à principal praça da cidade de Santa Cruz, distante 180 quilômetros ao Sul da capital do país, Santiago.




Assim como da vez passada, adorei o quarto: amplo, com bom banheiro e uma cama excelente. O destaque na área de Alimentos e Bebidas, vai para o café da manhã. E que café… Que gostooooooso!
Servido na forma de bufê, como gosto mais, tem muitas, muitas opções de comidas e bebidas. Adorei a presença da palta – como os chilenos chamam o nosso abacate. Os naturais do país amam essa fruta e a colocam em muitos pratos, como pizza, hambúrguer e sushi.
Eu usei a palta em cima de uma fatia de pão tostado e coloquei dois ovos com a gema mole por cima… Que gostooooooso!




Em relação ao Museo Colchagua, a visita foi logo após o café da manhã. O espaço percorre na ala principal, em oito salas temáticas, desde 400 milhões de ano atrás até os dias atuais. Tudo muito bem montado, didático e riquíssimo em peças.
Há ainda outros nove pavilhões, que abordam temas como carruagens e trens em Colchagua. O mais atual – e mais emocionante – refere-se ao resgate dos 33 mineiros que ficaram presos entre 5 der agosto e 13 de outubro devido ao soterramento de uma mina no Chile, em 2010. O pavilhão O Grande Resgate mostra tudo sobre o fato, com rico material – tudo original.



O Museu Co do Chilelchagua é uma parada “obrigatória” na região homônima. Minha visita foi rápida, mas dá para passar, no mínimo, duas horas por lá. Que gostooooooso!


De Santa Cruz à pequena cidade de Lolol, onde fica a Viña Santa Cruz, a distância é de apenas 32 quilômetros de distância.
Também já havia visitado a vinícola anos atrás. É um lugar bem bonito, rodeado de montanhas.
Logo na recepção, na loja da marca, o grupo foi recebido com um vinho jovem feito com uvas País. Que gostooooooso! A espécie foi a primeira trazida pelos espanhóis, em 1548, ao território do que viria a ser o Chile. Foi cultivada para obter vinho para uso religioso.
Logo após, o grupo tomou o teleférico – a Vera Cruz é a única no país que possui esse meio de elevação. Objetivo: chegar ao topo do Monte Chamán, com 200 metros de altitude.
O teleférico, de fabricação suíça, iniciou atividades em 2006. O trajeto de um ponto a outro leva apenas dois minutos e 30 segundos. Cada gôndola pode levar quatro pessoas.


No alto, a Vera Cruz mantém, vamos dizer, pequenos memoriais. Há o sobre o povo Rapa Nui – como os habitantes locais denominam a Ilha da Páscoa –, o chamán, as culturas Aymara e Mapuche e os meteoritos – bastante interessante.


Nesta parte da vinícola, houve a degustação dos vinhos Make Make (tinto) – a pronúncia não é em inglês –, de inspiração da cultura Rapa Nui; Tupu, tinto (blend), que recorda a cultura Mapuche; e o Santa Cruz Terrazas 100% Petit Verdot.
A degustação foi liderada pelo guia de turismo e sommelier da casa, Cristian Fuenzalida.
A Viña Santa Cruz tem 18 tours diferentes de enoturismo. Para saber mais informações, clique aqui.
Foi ótimo voltar à Santa Cruz, que super recomendo a visita e os vinhos.
*O QUE GOSTOSO! viajou a convite de Wines of Chile e Valle Nevado Ski Resort, com seguro de viagem da Intermac Assistance