CLAUDIO SCHAPOCHNIK_Berna/SUÍÇA
A Cidade Antiga de Berna (Altstadt Bern), na capital da Suíça – não é Zurique, hein! –, localizada na área alemã do país, convida o turista para uma visita sem pressa.
Motivo: além de um comércio dinâmico, com lojas, bares e restaurantes, o lugar tem fontes – com água potável e gratuita – adornadas por estátuas coloridas e cheia de detalhes e nas fachadas dos prédios há, igualmente, outras estátuas interessantes de se observar.



A Cidade Antiga integra, desde 1983, a lista de Patrimônio Mundial da Humanidade da Unesco. É um orgulho dos habitantes de Berna e da Suíça.
Passear sem mapa e se perder por essa área foi, sem dúvida, o grande barato da minha estada de três dias incompletos em agosto de 2023.
Desembarquei na Estação Ferroviária (Bahnhof) de Berna vindo de Zurique. Ao contrário de outras estações de trem do país, a da capital tem um projeto arquitetônico moderno.

Internamente, assim como a de Lucerna, há muitas lojas.
Da estação até o meu hotel, peguei um táxi. O cansaço e a comodidade pesaram na minha decisão. Foi a corrida mais cara que paguei até o momento: pouco mais de 20 francos suíços para no máximo, no máximo, dois quilômetros. E o hotel não era muito distante da estação.


Assim que fiz o check-in no hotel, o recepcionista me passou o código para colocar no aplicativo de transporte da cidade. “Caso apareça algum fiscal no ônibus ou bonde, apenas mostre o aplicativo”, me instruiu o hoteleiro.


Baixei o app no celular e inseri a senha. Super prático e fácil. Durante minha estada no hotel tive acesso gratuito e ilimitado ao transporte público. Que gostooooooso!
Programa sensacional de incentivo ao turismo, que usufrui antes em Lucerna e Lugano. O de Berna, por ouro lado, foi o mais moderno: em vez de papel, usava app.
No meu “dia cheio”, ou seja, aquele de 24h em Berna, fui turistar a partir da Bahnhof num circuito praticamente outdoor. A única exceção foi a visita ao Museu Einstein – um dos meus objetivos para colocar a cidade no meu roteiro da Suíça.
Passei em frente ao Palácio Federal (Bundeshaus). O imponente edifício, finalizado em 1902, abriga os poderes Legislativo e Executivo.
Depois fui até a Praça do Cassino (Casinoplatz). Junto às árvores num mirante há uma estátua do urso. O grande mamífero está presente na bandeira da cidade de Berna e do Cantão (Estado) de mesmo nome. Parada “obrigatória” para fotos.




Aí tomei o rumo da Kirchenfeldbrücke, uma das pontes que passa por cima do rio Aar, de água cor do verde esmeralda, com destino ao Museu Histórico da cidade (Bernisches Historisches Museum).


É nesse prédio que fica o Museu Einstein.
E por que um museu dedicado a Albert Einstein, que nasceu na Alemanha em 1879 e morreu nos Estados Unidos em 1955?
Porque Einstein, que obteve a cidadania suíça, morava em Berna quando desenvolveu a Teoria da Relatividade – aquela da famosa equação E=mc² – em 1905. Ao genial físico foi concedido o Prêmio Nobel anos mais tarde, em 1921, pela sua descoberta da lei do efeito fotoelétrico.


No incrível museu há, em cerca de 1.000 m², uma exposição abrangente desde antes do nascimento do físico até a sua morte, em Princeton, nos Estados Unidos.
“Cerca de 550 objetos originais e réplicas, 70 filmes e inúmeras animações descrevem a biografia do gênio e suas descobertas inovadoras, ao mesmo tempo que ilustram a história de seu tempo”, descreve o site do museu.

A visita é uma verdadeira imersão “einsteiniana” com o importante contexto daquele mundo. Curti demais, demais. Acho que fiquei duas horas lá e percorri todas as seções. O museu é um primor, com um material riquíssimo. Super recomendo.
Depois voltei atravessei a mesma Kirchenfeldbrücke e fui ao mirante chamado Münsterplattform, cheio de árvores e bancos. De lá há uma bela vista do rio Aar e da cidade.

À partir daí fiz um mergulho na Altstadt como escrevi no início do texto: sem mapa, para se perder mesmo, para descobrir os ricos detalhes da área.
Ao mesmo tempo, procurava algum lugar com preço acessível para comer. É aquela coisa: você começa a passear, esquece do tempo e a fome aparece, doidona.



Aí numa das ruas da Cidade Antiga achei um restaurante tailandês com bufê livre por preço único. Com mais uma água, creio que custou algo como 20 ou 22 francos suíços. Cheguei muito perto do fechamento, mas consegui comer bem – arroz, frango cozido, legumes etc. Estava ótima a comida. Que gostooooooso!




Como estômago bem forrado, continuei caminhando na parte onde Berna foi fundada em 1191 pelo duque Berchtold V de Zähringen.
O nobre fundou Berna “numa península do rio [Aar] naturalmente protegida, fortificando a cidade com um fosso, uma muralha circular e uma torre de defesa. No decorrer dos séculos, a cidade foi ampliada várias vezes para além dos limites das fortificações. A torre de defesa, que subitamente se achou no centro da cidade, foi reconstruída como uma Torre do Relógio após o incêndio de 1405, sendo chamada, desde então, de Zytglogge (relógio de ponto)”, diz o site do Switzerland Tourism.


No ano de 1353, Berna se integrou à Confederação Helvética.




Conheci a bonita Berner Münster (Catedral de Berna, de culto evangélico reformado), cuja construção teve início em 1421 em estilo gótico tardio. É a igreja mais do país – a torre, concluída em 1893, mede 100,6 metros de altura.
Um traço interessante da Cidade Antiga é a quantidade de arcadas. A construção segue por seis quilômetros de uma das avenidas locais.





Também observei a fachada da Prefeitura (Rathaus) e passei em frente ao prédio onde Albert Einstein viveu.
Na andança pela Cidade Antiga adorei ver as fontes e estátuas, além de vários adornos na fachada dos edifícios, que são baixos – de no máximo, quatro, cinco andares.



Berna é uma cidade muito fácil de se conhecer. Todo o complexo da Cidade Antiga fica bem próximo da Bahnhof e, portanto, dá para se fazer a pé. Fora que, se estiver hospedado em hotel, o transporte público você não paga.
Voltei desse passeio incrível e jantei uma excelente pizza marguerita (13 francos suíços) na pizzaria Da Nino, em frente ao meu hotel.


Preparada no estilo napolitano, a pizza estava muito, mas muito saborosa. Para beber fui de cerveja. Tudo saiu por menos de 20 francos suíços. Que gostooooooso!



Gostei bastante de Berna. Foi uma despedida à altura desse incrível país, que pretendo retornar.
Com este texto, finalizo a série “Suíça no Verão” aqui no QUE GOSTOSO! Foi um prazer escrevê-la. Espero que você, caro(a) leitor(a), tenha gostado e utilize as dicas e informações numa viagem ao lindo país europeu. Que gostooooooso! Um abraço!
SERVIÇO:
Turismo da Suíça
Turismo de Berna
Museu Einstein
Pizzeria Da Nino
Ferrovia Suíça
Nota da Redação: texto alterado em 28/5/2024, às 15h55.