CLAUDIO SCHAPOCHNIK_Kriens e Vitznau/SUÍÇA*
Tendo Lucerna como base, há dois montes que devem ser conquistados pela beleza da vista que do cume de ambos dá para observar e, ver, sobretudo no verão, quão verde é a Suíça. São os montes Pilatus e Rigi – fala-se rigui.


O acesso ao Monte Pilatus (Pilatus Kulm, em alemão) é distante cerca de 15 minutos de ônibus urbano, que para na plataforma A junto à Estação Ferroviária de Lucerna (Bahnhoh Luzern). O coletivo é o número 1, com destino a Kriens/Obernau, e tem de descer no ponto Kriens/Zentrum Pilatus. Tinha na mochila o Cartão de Visitante de Lucerna e o Swiss Travel Pass, ambos asseguraram a gratuidade no ônibus.
Nessa mesma parada, para voltar a Lucerna, você pega o mesmo ônibus cujo letreiro escrito está escrito Bahnhoh Luzern. Fácil, muito fácil.
Na bilheteria do Monte Pilatus, usei o Swiss Travel Pass e obtive desconto no passe de ida e volta. De fato, comprar o Swiss Travel Pass no Brasil garante uma boa economia. Que gostooooooso!


A partir daí… Eu e minha esposa, Mirella, tivemos horas de muitos “nossa!”, “caramba!”, “que lindo!” e outras expressões semelhantes.
A subida ao Monte Pilatus, para quem chega pela cidadezinha de Kriens, é feita por gôndolas panorâmicas.
O primeiro trecho da subida, do nível da superfície até a parada da estação de Fräkmüntegg, leva 18 minutos. É feito em gôndolas com capacidade para quatro pessoas.
Na velocidade tranquila de 4,5 metros por segundo, dá para curtir super bem a subida. Em pouco tempo você está bem acima da copa das árvores. Incrível ver também a extensão dos cabos de aço montanha acima.
Em Fräkmüntegg, que tem 899 metros de desnível com o embarque, há um parque com opções (pagas) de esportes feitos à base de cordas. Não fiz nenhum. Dei uma olhada na vista e depois prossegui até a estação pegar uma outra gôndola, desta vez com capacidade para 55 pessoas cada.


De Fräkmüntegg ao ponto final, a estação de Pilatus Kulm, leva-se “três minutos e 39 segundos”, segundo informa o site do atrativo turístico. Essa é a chamada precisão suíça.
Em termos de desnível da estação anterior, a diferença é de 646 metros. Na subida, nossa, percebi, pelos penhascos e pelas rochas que estava indo muito, muito alto. A sensação é extraordinária.
Que gostooooooso! Depois dos “três minutos e 39 segundos”, cheguei ao Monte Pilatus. É a estação de acesso a uma infraestrutura incrível que inclui trilhas, mirantes, loja de suvenires, restaurantes e dois hotéis.




E a altitude? Na parede de um terraço, onde praticamente todo turista tira fotos – eu tirei, claro –, está a informação: 2.132 metros acima do nível médio do mar.
Eu e a Mirella ficamos, ao todo, algumas horas no Monte Pilatus. Tive sorte com o tempo naquele dia: o céu estava azulzão praticamente sem nuvens e a temperatura agradável.



Usava uma camiseta e me senti bem lá em cima. Apenas quando batia um vento, a sensação de frio chegava, mas passava rapidinho.
Para pessoas mais “friolentas”, como é a minha esposa, a dica é levar outra peça de roupa na mochila para enfrentar o “frio”.


Exploramos o lugar sem pressa, com muita observação lá de cima: deu para ver o lago e a cidade de Lucerna e um verde esplêndido até a linha do horizonte.




Depois de aproveitar o passeio e já na cidadezinha de Kriens, fui a outro Monte Pilatus: o Pilatus Kebab & Pizza. Estava com fome e amo kebab. Juntei as duas coisas, com um suco de maçã. Lanche maravilhoso, pois o cara caprichou na montagem do sanduíche de origem turca. Ótimo sabor. Que gostooooooso!


Em relação ao passeio ao Monte Rigi (Rigi Kulm), no dia seguinte ao do Monte Pilatus, eu e a Mirella tivemos outras experiências muito legais também.
Para chegar até lá, optei por ir de barco e trem.
Entrei no barco no píer em frente a Luzern Bahnhof. No transcorrer de cerca de uma hora pelo Lago Lucerna, com algumas paradas, uau, observei montanhas totalmente cobertas por árvores, cidadezinhas e hotéis à margem e o tráfego de outros barcos.



Vitznau é a parada de descida nessa rota para o Rigi. Na bilheteria da estação ferroviária, usei o Swiss Travel Pass e obtive os dois ingressos ida/volta gratuitamente.
Peguei o trem que usa a ferrovia do tipo cremalheira – nome do terceiro trilho, dentado – para o Monte Rigi.
No caminho, bastante íngreme – terreno ideal para o uso da cremalheira –, há algumas paradas e uma lindas vistas. Em menos de uma hora chega-se à estação final.



O ponto mais alto do Rigi alcança 1.798 metros de altitude. O local é conhecido como a Rainha das Montanhas e situa-se entre os lagos Lucerna, Zug e Lauerz.
Na área do topo do Rigi há um hotel-restaurante – onde almocei e comi um bom espaguete à bolonhesa –, lanchonete, loja de suvenires, torre de TV e o início/final de várias trilhas.




Ao contrário do tempo bom no Monte Pilatus, no dia anterior, o céu no Rigi estava nublado e, na hora de ir embora, a temperatura baixou e caiu uma garoa. Mas deu para aproveitar 100% a visita ao destino, de onde se observa o relevo verdinho, pontilhado de cidades e vilas, da Suíça no verão. Que gostooooooso!



Ah! Também vi algumas vacas numa propriedade que usavam um pequeno sino pendurado ao pescoço por meio de um cinto de couro. Na mesma hora, me lembrei da vaca dos tabletes e da propaganda do ótimo chocolate Milka – “Mil”, de milch, leite em alemão; e “ka”, de kakao, cacau em alemão.
No entanto, as vacas que vi no Monte Rigi não eram como a Lila, a vaca roxa e branca ícone da marca criada em 1973. Rs… Originalmente a fábrica de chocolates Milka nasceu na Suíça, em 1901. Em 1990, foi comprada por uma empresa dos Estados Unidos, a Mondelēz International, Inc.

Adorei os montes Pilatus e Rigi e recomendo demais a visita a ambos.
Caso você tenha de escolher apenas um, recomendo o Rigi pela combinação barco e trem. Caso tenha de escolher apenas um também, mas por questão de permanência em Lucerna, visite o Pilatus.



Vale a pena consultar os sites de ambas as montanhas (veja abaixo, em SERVIÇO). Lá estão as tarifas, os horários e outras informações bastante úteis.
SERVIÇO:
Turismo da Suíça
Monte Pilatus
Monte Rigi
Ferrovia Suíça
*O QUE GOSTOSO! viajou com apoio do Swizterland Tourism e da SBB/CFF/FFS (Ferrovia Suíça)