por CLAUDIO SCHAPOCHNIK
A Air France (AF) vai trabalhar em parceria com cinco renomados chefs em 2023. Eles vão assinar os pratos servidos nas classes La Première e Business, e três deles já começaram o serviço de alto nível. Aqui no Brasil, a companhia aérea francesa anunciou que começará a voar entre Belém, no Pará, a Caiena, a capital da Guiana Francesa, a partir de maio (leia no final do texto).
Essas foram algumas das novidades anunciadas, durante coletiva online na semana passada, pelo diretor geral da AF para América do Sul, Manuel Flahault. O executivo participou a convite da diretora para América do Sul da Agência Oficial de Desenvolvimento Turístico da França (Atout France), Caroline Putnoki. Ela discorreu sobre novidades, eventos e aberturas programados para este ano e os próximos, além de uma seleção de 23 motivos para visitar a França em 2023.

Em relação à parceria com os consagrados chefs, os pratos são servidos somente a bordo de voos de longa distância, incluindo portanto as linhas para o Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza), nas classes La Première e Business.
“Fechamos uma parceria com cinco chefs, entre eles Mauro Colagreco, Angelo Musa e Régis Marcon”, disse Flahault. “Além disso, nosso catering será mais responsável para reduzir a emissão de carbono”, emendou ele.


Por meio de um comunicado enviado hoje, a AF forneceu mais informações sobre o trabalho destes três chefs, que já começaram a preparar seus pratos.
Colagreco, chef com três estrelas Michelin e Embaixador da Boa Vontade da Unesco para a biodiversidade, criou oito pratos que serão revelados gradualmente de março a junho, criados apenas com produtos sazonais. Ele é argentino de nascimento, dono do restaurante Mirazur e vice-presidente da Associação Relais & Châteaux.
“Fui inspirado a criar estes pratos por nossa região no Sul da França, os Alpes Marítimos. Há toda uma variedade de ingredientes do mar, das montanhas, das frutas cítricas e dos famosos limões Menton”, explicou Colagreco por meio de um comunicado.
Alguns de seus pratos são: aspargos com creme de parmesão; lagosta e vinagrete de cítricos; peixe com crosta, abobrinha real, suco de marisco e molho de estragão; e cordeiro com pistache e confit de kumquat e condimentos verdes.


Ainda na La Première, o Meilleur Ouvrier de France e Melhor Chef de Confeitaria do Mundo, Angelo Musa traz uma seleção de quatro sobremesas. “Para mim, a Air France personifica a excelência francesa, assim como minha profissão”, disse Musa também por meio de uma nota. Ele é chef executivo de confeitaria no Hotel Plaza Athénée, em Paris, e chef da sala de chá no icônico Harrods, em Londres.
Os doces assinados por ele são: torta 100% baunilha, torta 100% framboesa, torta de merengue de limão e caramelo de chocolate.

Na classe Business, Régis Marcon, o chef com três estrelas Michelin e vencedor do Bocuse d´Or em 1995, oferece uma nova série de pratos refinados. Ele trabalha no restaurante do hotel de sua família desde 1979, em Saint-Bonnet-le-Froid. A inspiração veio das regiões francesas de Ardèche e Auvergne, e ele assinou uma seleção de oito pratos.
“A cozinha só pode ser bela quando está próxima da natureza. Esta é a emoção que eu gostaria de transmitir aos viajantes da Air France”, destacou Marcon por meio de uma nota.
Entre os pratos assinados pelo chef estão: lasanha de pato com molho de groselha preta; risotto com alcachofras e cogumelos; e frango com alecrim e uvas e polenta.


NOVO VOO
O novo voo que a Air France vai operar desde o Brasil vai decolar de Belém, no Pará, e pousar em Caiena, a capital da Guiana Francesa.
“A estreia será no dia 5 de maio e será semanal”, disse o diretor geral da AF para América do Sul, Manuel Flahault.

Ele enfatizou ainda que a ligação ajuda os passageiros brasileiros da região Norte a não precisarem ir para Fortaleza, Rio de Janeiro e Guarulhos com destino à França, a partir de Caiena. E da capital da Guiana Francesa dá para acessar outros destinos franceses no Caribe, portanto de praias.
O executivo afirmou ainda que, até o final de 2023, a AF deve “recuperar a capacidade global de 95% a 100%” em relação ao período pré-covid 19.