MMV distribui vinhos da centenária Viapiana (RS)

Toda a história, a tradição e a qualidade da vinícola Viapiana, que tem mais de 100 anos, chamaram a atenção de Jonas Martins, sommelier e gerente comercial da MMV Importadora de Vinhos, de Curitiba. A empresa, que traz ao mercado brasileiro vinhos da Argentina, do Chile, de Portugal e da Itália, viu na produtora gaúcha uma oportunidade de negócios e colocou os rótulos da mesmo no portfólio.

A Viapiana tem certificação de Indicação de Procedência (IP) Altos Montes. A região fica localizada entre as cidades de Flores da Cunha e Nova Pádua e é a maior produtora de uvas e vinhos do Brasil, com destaque ao enoturismo também.

No alto o Viapiana Via 1986 Chardonnay e, acima, a colheita na propriedade da vinícola gaúcha (fotos divulgação)

A origem da casa é a Itália. Da ilha da Sardenha chegou, com dez anos, o italiano Antonio Viapiana em terras gaúchas. Foi na sua juventude que a vinícola teve início, no começo do século 20. Hoje a vinícola está na quinta geração de produtores e, além de produzir vinhos finos e certificados, aposta também no enoturismo, com winebar próprio e uma cave de história, que liga exemplares de todos os vinhos já lançados.

“A tradição da Serra Gaúcha, a certificação e, principalmente, a qualidade dos vinhos da Viapiana logo me chamaram a atenção e foi uma decisão muito acertada em colocar esses vinhos no nosso portfólio”, justifica Martins.

Viapiana também produz vinhos brancos

A MMV, inclusive, passou a distribuir um dos vinhos mais refinados da vinícola, proveniente de uma safra especial.” O Viapiana Via 1986 Chardonnay tem uma produção limitada de apenas 800 garrafas e chegará ao mercado com o preço de R$ 500 a garrafa”, explica Martins. “Esse vinho estagia por 14 meses em barris de carvalho novo da Eslavônia, no Nordeste da Croácia, com seis meses de bâtonnage (técnica de pegar uma “vara” e mexer o fundo da barrica de vinho, revolvendo as borras que se depositam com o tempo)”, conta ele, sobre o preço da bebida.

“De cor brilhante, dourada, com reflexos verdes, é fino ao nariz, remetendo aos grandes chardonnays do mundo, sendo cremoso e encorpado em boca, com alta maciez e um final bem longo. Uma obra de arte”, finaliza Martins.

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