Café do Caparaó conquista selo de Indicação Geográfica

Café do Caparaó conquista selo de Indicação Geográfica

DA AGÊNCIA SEBRAE DE NOTÍCIAS

O Café do Caparaó teve a Indicação Geográfica (IG) oficialmente registrada no início deste mês de fevereiro (terça-feira, dia 2), junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). A partir de agora, este café possui o registro na modalidade “Denominação de Origem” (DO), destacando a qualidade e notoriedade do café produzido no Caparaó. Esta é a primeira IG do Espírito Santo na modalidade Denominação de Origem.

O trabalho que culminou no registro foi estruturado pelo Sebrae/ES, em conjunto com diversos parceiros, como Incaper, Ifes, Caparaó Júnior, Emater/MG, Embrapa, Ministério da Agricultura, Sicoob e prefeituras, entre outros, com consultoria do Instituto Inovates.

O processo de estruturação de uma DO demanda vários documentos técnicos/científicos, projetos e estudos para comprovar a vinculação do produto daquele território específico ao meio geográfico, ao chamado terroir, bem como a influência que os saberes, a cultura da região exerce sobre o produto final.

No alto grãos de café e xícara da bebida (foto Public Domain Pictures/Pixabay) e, acima, cafeeiro em cafezal (foto Vandelino Dias Júnior/Pixabay)

“A Indicação Geográfica demonstra todo o reconhecimento que o café do Caparaó merece. A região possui aspectos naturais e humanos que a diferenciam de outras e, assim, produz um café único e especial. Esse reconhecimento vai trazer diversos benefícios, não só para os produtores, da IG, como também para o desenvolvimento do território como um todo, seja por meio do turismo de negócios, de experiência, do agroturismo, seja por meio de outros serviços vinculados a ele, à região”, afirma o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo.

Entre os diversos benefícios da formalização do registro, além da valorização do produto e da região, há a promoção junto ao mercado internacional. O acordo Mercosul União Europeia, por exemplo, uma vez firmado, possibilitará o reconhecimento mútuo das IG das partes envolvidas, trazendo ganhos para as IG nacionais.

Para o produtor e presidente da Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Caparaó (Apec), Jorge Araújo Santos, esse reconhecimento é um marco na cafeicultura da região e também para os produtores. “Nós temos um produto de qualidade, com terroir diferente, que vai conquistar ainda mais o Brasil e o mundo, como já vem conquistando seu espaço e seu lugar. Esse é um ganho para todos nós, e vai contribuir para o crescimento da região. Desde 2014 trabalhamos para conquistar esse reconhecimento e chegou esse dia tão esperado. Estamos muitos felizes com essa conquista”, afirmou Santos. A Apec é a representante dos produtores locais junto ao Inpi e responsável pela gestão desta Identidade Geográfica.

A bebida sendo tirada de máquina (foto Free Photos/Pixabay)

A área geográfica da Denominação de Origem do Café do Caparaó envolve dez municípios do Espírito Santo e seis de Minas Gerais. Do lado do Espírito Santo são: Dores do Rio Preto; Divino de São Lourenço; Guaçuí; Alegre; Muniz Freire; Ibitirama; Iúna; Irupi; Ibatiba e São José do Calçado. Em Minas Gerais são: Espera Feliz; Caparaó; Alto Caparaó; Manhumirim; Alto Jequitibá; e Martins Soares.

O projeto para a Denominação de Origem do Café do Caparaó não é o único envolvendo os cafés capixabas. O Conilon ES e as Montanhas Capixabas também reivindicam o selo da Indicação Geográfica e avançam nas etapas exigidas para obter a certificação.

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