Em Monte Verde, Mamma Tera peca na quantidade

Em Monte Verde, Mamma Tera peca na quantidade

por Claudio Schapochnik_Monte Verde_Camanducaia/MG*

Há restaurantes que, quando crescem, muitos vezes perdem características. Acho que foi o caso do Mamma Tera, em Monte Verde, distrito de Camanducaia, no Sul de Minas Gerais — a cerca de 160 quilômetros de São Paulo. Almocei lá com minha esposa em junho passado, e a casa, bem grande, perdeu um pouco do charme que tinha no imóvel que ocupava anteriormente — uma charmosa casa de madeira. Também achei que serviu porções pequenas pelo preço que cobra.

Havia cerca de 25 anos que fui ao Mamma Tera pela primeira vez. Na época, pedi um dos pratos que viria a se tornar um dos clássicos da casa: o nhoque, dos grandes, recheado. Uma delícia!

No alto, o meu prato (escalope ao molho de gorgonzola com talharini na manteiga) e, acima, entrada do restaurante (fotos Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
O cardápio da casa, coberto de plástico para facilitar a higienização

No decorrer deste tempo de quase um quarto de século, o restaurante mudou para um imóvel bem maior que o anterior, com espaço para mesas na parte externa e ampla área interna. Por causa da pandemia do novo coronavírus, a capacidade foi reduzida — como ocorreu com os demais meios de hospedagens, restaurantes e bares do distrito. Também por causa da Covid-19, o Mamma Tera se adaptou totalmente para seguir as normas que evitam a propagação desta doença.

Em relação à decoração, as paredes do restaurante têm quadros do artista pernambucano radicado nos Estados Unidos, o Romero Britto. Acredito que a casa poderia valorizar artistas locais, mas gosto é gosto.

As mesas estavam cobertas com toalha plástica, que estavam em cima da toalha de pano. Seria melhor se fosse de papel. Por quê? A pele do braço “grudava” no plástico, que ainda não absorvia líquido nenhum.

Obra de Romero Britto: releitura de “Abaporu”, de Tarsila do Amaral (1928)
Outro trabalho de Britto

OS PRATOS
O atendimento do garçom foi bom. Foram feitos os seguintes pedidos: escalope ao gorgonzola, servido com talharini na manteiga (R$ 62) para mim; e truta monte verde, servida com arroz, molho de alcaparras ou amêndoas e legumes (R$ 57) para minha esposa. Para beber, fomos de água mineral — que custou R$ 5,50!

Quando meu prato chegou, fiquei pasmo com a quantidade — fora que estava morno: apenas duas fatias de carne e um “ninho” pequeno de macarrão. Não vale o preço que custa. Em relação aos sabores, a carne e o molho de queijo estavam bons, mas nada de excepcional. Já a massa decepcionou no ponto.

O prato de minha esposa (truta com molho de amêndoas com arroz e legumes cozidos)
Azeite e pimenta protegidos por plástico e o sal, em sachê de papel: prevenção ao coronavírus

Em relação ao prato de minha esposa, ela disse que gostou. Provei um pedaço do peixe e estava gostoso mesmo. Mas achei igualmente caro para o que veio no prato.

De “presente”, ganhamos a fumaceira do casal de uma mesa próxima, que pediu a chapa quente onde fritam as carnes. Com as janelas fechadas e sem exaustor, o ambiente ficou poluído.

Total do almoço: R$ 136,95, com os 10% de serviço. Não valeu de jeito nenhum. Esperava uma experiência muito, muito melhor.

Minha conta e o comprovante do cartão de débito

SERVIÇO:
Mamma Tera
Rua das Rolinhas, 100, Monte Verde, Camanducaia/MG
Whats App: (35) 99800-5325
Instagram

*A reportagem do Que Gostoso! hospedou-se na Pousada Jardim da Mantiqueira, em Monte Verde, a convite dos proprietários

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