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Luberon (FR): Lavanda tem ótimo museu com loja

por CLAUDIO SCHAPOCHNIK_Cabrières d´Avignon, Luberon/FRANÇA*

Num único lugar na região de Luberon – liberrôn, na pronúncia francesa –, na Provence-Alpes-Côte d´Azur situada no Sudeste da França, dá para conhecer tudo sobre a lavanda fina e comprar cheirosos e deliciosos produtos à base da florzinha e do óleo essencial da mesma.

É o Musée de la Lavande – Museu da Lavanda, em português –, fundado em 1991 por Georges Lincelé. Visitei o local em junho de 2025. Que aula!

Que gostooooooso! Quel délice!

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No alto, a fachada do museu e loja da família Lincelé e, acima, na parte museológica, as vestimentas dos trabalhadores rurais que colhiam a lavanda antes da mecanização (fotos Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
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Bandeira da França e a localização da região, em vermelho, no mapa do país (mapa/Google Maps)
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Limite do município de Cabrières-d´Avignon e o brasão de armas da cidade (mapa/Google Maps)

OBJETOS ORIGINAIS
Décadas antes de fundar o museu, Lincelé garimpou objetos e equipamentos ligados à cultura e obtenção do óleo essencial da lavanda.

Resultado: segundo o site do museu, há mais de 346 itens em exibição, que reconstituem a história da lavanda na Provença, do século 16 até os dias atuais.

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Sabonete de lavanda à venda na loja (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

DESDE O FIM DO SÉCULO 19
Os Lincelé, atualmente na quinta geração, são produtores e destiladores de lavanda fina (Lavandula angustifolia) desde 1890 nas montanhas de Vaucluse.

Lá fica a fazenda de lavanda da família, a Le Château du Bois – mesmo nome da marca dos produtos que fabricam e que estão à venda na loja do museu: cosméticos, sabonetes, perfumes e sachês, além de produtos para comer e beber.

Situada a 1.100 metros de altitude, a propriedade soma um total de 350 hectares, sendo 110 hectares dedicados à cultura da lavanda fina e o restante, 240 hectares, com bosques, florestas e charnecas – terreno árido – preservadas.

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A flor da lavanda na mais pura naturalidade: em buquês (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

De acordo com informações do folheto em português do museu, “são necessários cerca 130 quilos de flores de lavanda fina para obter um litro de óleo essencial por destilação”.

“Um hectare de plantação pode, em anos bons, produzir até 25 litros de óleo essencial.”

Vale destacar que a fazenda Le Château du Bois está na área protegida pelo selo de Appellation d´Origine Protégée (AOP) Huile Essentielle de Lavande de Haute-Provence – Denominação de Origem Protegida (DOP) Óleo Essencial de Lavanda da Alta Provença, em português.

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O selo de AOP/DOP da lavanda (imagem de Internet)
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Excelente lembrança: sachês da flor seca de lavanda (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

CUIDADO COM A “CONCORRENTE”
A lavandim (Lavendula hibrida), que começou a ser cultivada nos anos 1950 em vários países, incluindo o Brasil, é outra espécie. Não tem nada a ver com a lavanda fina.

A lavandim “tem um perfume mais forte, muito menos sutil que a lavanda fina e não pode ser utilizado como planta medicinal. É empregado no setor industrial para perfumar produtos de higiene e limpeza”.

Em comparação com a lavanda fina, bastam “40 quilos de flores de lavandim para se obter um litro de óleo essencial”.

Por esses motivos que a lavanda fina precisa ser protegida e os produtos feitos com o óleo da espécie têm um valor bastante superior aos fabricados com a lavadim.

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Exemplares de foices usadas na colheita manual da flor (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

EXPOSIÇÃO BEM MONTADA
A visita ao museu, que é paga, dá direito a um áudio-guia em vários idiomas. No sistema estão gravadas 25 explicações do acervo. Antes de percorrer o espaço, os visitantes assistem um filme sobre o tema.

A exposição é bem montada e reúne ainda diversas fotos.

Interessantes demais são os alambiques, equipamentos utilizados para extrair o óleo essencial da lavanda.

No museu, Georges Lincelé exibe alguns, cada um de uma técnica diferente: ao fogo direto, tecnologia mais antigo (1626-1670); ao banho-maria, de 1941, que usa o manômetro – instrumento para medir a pressão interna – e oferecia um óleo de maior qualidade por trabalhar com pressão e temperatura constantes; e a vapor, também do século 20, que utiliza manômetro e caldeira – equipamento que permite destilar vários caldeirões de flores em alternância.

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Foto de, possivelmente, mãe e filho trabalhando na colheita da lavanda (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
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Um dos alambiques do Museu da Lavanda (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

PROVAS
Na loja, o desejo é de comprar tudo! Desde os cosméticos até os alimentícios.

As atendentes são muito simpáticas, sabem explicar direitinho cada item exibido e falam, muitas vezes, outros idiomas além do francês.

O ambiente da loja é, de fato e de direito, saborosíssimo: exala tanta lavanda que não dá vontade de sair.

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Embalagens da infusão de lavanda fina (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
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Esse mel é maravilhoso! (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

Provei a infusão e o mel da flor. Hummm… Que gostooooooso! Quel délice! O mel acabei levando para o Brasil.

A inclusão do Museu da Lavanda na agenda em Luberon é muito bem-vinda. Adorei demais e super recomendo.

*O QUE GOSTOSO! viajou em Luberon com apoio do Destination Luberon, representado no Brasil pela CC Hotels, e seguro de viagem Intermac

SERVIÇO:
Musée de la Lavande
www.museedelalavande.com
Instagram

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