da Redação do QUE GOSTOSO!
No Sudeste da França, na badalada região da Provence-Alpes-Côte d´Azur, há um destino que merece bastante a atenção do viajante brasileiro, sobretudo aquele que busca experiências singulares anos-luz de distância do turismo de massa (over tourism). Trata-se do encantador Luberon – fala-se algo como liberrôn, em francês.
O destino leva essa denominação pois é ancorado pelo Parque Natural Regional do Luberon. O território, com 1.850 km² de área, foi nomeado Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em 1997.
A região é o tema de uma nova série especial aqui no QUE GOSTOSO!, que começa amanhã (segunda, dia 25) e prossegue nas próximas semanas, sempre com os textos publicados de segunda a sexta.



É dentro dessa área que ocorre, usando um termo da biologia, uma simbiose do tipo mutualística – quando duas espécies diferentes (no caso, a população que vive e trabalha lá de um lado e o meio ambiente/terroir do outro) se beneficiam da associação.
Quando o tema é o turismo e a culinária locais, surge aí o outro ator dessa simbiose do tipo mutualística em Luberon: o visitante.
“Encantado é uma boa palavra para definir o sentimento da experiência do turista na região de Luberon”, assegura o editor do QUE GOSTOSO!, Claudio Schapochnik “Schapo”. Ele esteve por lá com a esposa, Mirella, entre os dias 15 e 18 do mês de junho passado.
“Sim, eu fiquei encantado com tudo que vi, ouvi, senti e provei. E quatro dias foram pouco”, completa o jornalista.



APOIO NA VIAGEM
Entre 15 e 17 de junho, a estada de Schapo na região contou com a colaboração crucial do órgão oficial de turismo – o Destination Luberon. O transporte, a hospedagem – no Hôtel Auberge La Fenière –, os passeios e a alimentação foram bancados pela entidade.
“Meu muito obrigado à responsável pela Promoção do Destination Luberon, Bianca Ogel, e ainda à diretora da CC Hotels, empresa de representação turística sediada em São Paulo, que representa a região francesa no Brasil, Christiane Chabes, pelo apoio e, sobretudo, pela confiança no meu trabalho por meio do QUE GOSTOSO!”, agradece Schapo.
“E, por fim, viajei com o seguro de viagem Intermac. Desta vez, a assistência foi utilizada: minha esposa teve um problema muscular na perna e teve de ser amparada pelo seguro. Graças a Deus não foi nada sério, apesar da dor que ela sentiu nos primeiros dias. Obrigado, Intermac!”, agradece novamente o editor.


“Francesa nascida no Brasil e fluente no português, a Bianca nos ciceroneou brilhantemente e foi fundamental para o sucesso dessa viagem”, frisa o editor.
“No último dia na região (18/6), vale destacar, o Destination Luberon conseguiu a cortesia da visita guiada, em português, ao Museu Judaico na cidade de Cavaillon”, recorda o editor. “As demais despesas foram custeadas por mim.”


A PALETA DE CORES
“A paleta de Luberon em junho tinha quatro cores predominantes: o azul, do céu quase sem nuvens; do verde, das árvores e dos vinhedos; o ocre, da terra quando descoberta e de muitas construções antigas; e o lilás, dos maravilhosos campos de lavanda”, assegura Schapo.
“A região me encantou ainda pela riqueza da história, dos vilarejos para lá de tranquilos e cidadezinhas charmosas como Lourmarin, Gordes e Cucuron”, afirma.



CULINÁRIA E VINHOS COM AOC
Em relação à culinária, Luberon é como se fosse uma mesa ampla e farta de produtos para comer e beber de sabores sensacionais.
O turismo rural é bastante desenvolvido na região. Há produtores de vinho e azeite de oliva, por exemplo, cujas propriedades estão abertas à visitação, incluindo aí degustações gratuitas ou pagas.


O vinho produzido em Luberon tem desde 1988 o selo de Appellation d´Origine Contrôlée (AOC) – Denominação de Origem Controlada (DOC), em português.
A AOC de Luberon compreende uma área de 3,4 mil hectares onde há 63 vinhedos privados, sendo 31 com certificação orgânica, e dez cooperativas.
“Visitei duas vinícolas: Château Saint-Pierre de Mejans e Château de Sanne. Em ambos, provei vinhos com o selo de AOC”, lembra Schapo.


“Tive ainda a sorte de conhecer e provar diversas gostosuras numa feira em Cucuron”, recorda ele. “Havia produtos regionais e diversos com selo ACO; e as frutas? Fantástico. Em resumo: come-se e bebe-se muito bem em Luberon.”


Acima, pratos do jantar assinado pela chef e proprietária do hotel La Fenière, Nadia Sammut (fotos Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
ACESSO À REGIÃO
Para quem vem de Paris, única cidade francesa com voo direto desde o Brasil, com destino a Luberon, tendo como base a cidade de Cavaillon, pode ir de trem – Avignon (2h40, 690 quilômetros) e Marseille (3h20, 770 quilômetros), ambos com o TGV.
Depois, em Avignon ou Marseille, basta pegar um outro trem, cuja viagem vai levar, respectivamente, meia-hora ou 1h15. Ou alugar um carro.
No meu caso, cheguei por Avignon. De Avignon a Cadenet, onde fica o hotel que me hospedei em Luberon, a viagem foi de táxi contratado pelo Destination Luberon. A viagem levou cerca de 1h.


CARRO É FUNDAMENTAL
Luberon é para ser conhecido, sobretudo, de carro. Com Waze, Google Maps ou ainda outro aplicativo, dá para descobrir as belezas locais numa boa.
Isso vai dar comodidade e, sobretudo, autonomia para explorar a região.
As diárias de aluguel de carros com motorista podem custar bastante caro, dependendo da época do ano.

Para quem gosta de andar de bicicleta ou caminhar, Luberon é um grande atrativo.
“Vi grupos, casais e pessoas sozinhas passeando de bicicleta pelas estradas da região, assim como a versão de caminhantes. É bastante comum, e todos que vi estavam devidamente paramentados para o seu esporte”, lembra Schapo.


“FUJA” DO CALOR
Em relação ao tempo, o editor do QUE GOSTOSO! esteve em Luberon dias antes do início oficial do verão no Hemisfério Norte – 20 ou 21 de junho.
“Durante minha estada, o calor estava bastante forte. Fico imaginando durante o período do verão, que segue até o final de setembro”, reflete o editor do site.
“Caso puder, não vá em junho e durante o verão inteiro: Luberon é muito quente mesmo para um brasileiro. Talvez o melhor seja ir nas demais estações”, completa.



“Caso o turista vá mesmo em junho ou no verão, boné, óculos de sol, protetor solar, roupas leves e garrafa de água são acessórios cruciais para curtir Luberon numa boa.”
Seja como for, Luberon vale demais ser visitada. É uma joia francesa, com certeza! Acompanhe a série especial aqui no QUE GOSTOSO!.
*Nota da Redação: texto atualizado em 31/8/2025, às 20h05.