por CLAUDIO SCHAPOCHNIK, Valle Nevado_Região Metropolitana de Santiago/CHILE*
No mês passado, cheguei numa segunda-feira (8) à noite ao Valle Nevado, a cerca de 70 quilômetros de Santiago, a capital do Chile, e fui embora por volta do meio-dia de uma quinta-feira (11) do ski resort com destino ao aeroporto da capital do Chile para voltar ao Brasil. Nesse período conheci o destino pela primeira vez e gostei muito da experiência. Fica em plena Cordilheira dos Andes, a 3.025 metros de altitude.
A estrada, alfaltada, que leva ao ski resort é uma atração a parte. Não apenas pela beleza do cenário, mas pelas curvas extremamente fechadas. Por esse motivo, a subida/descida leva quase 2h.
Achei os serviços de hotelaria e de atendimento a quem pratica os esportes de neve, esqui e snowboard, bem interessantes.
Especificamente sobre os restaurantes e os pratos que saboreei no Valle Nevado, deixo para outra matéria, ainda a ser publicada nesta semana.




Fiquei hospedado no Hotel Puerta del Sol, o maior do Valle Nevado.
O quarto tinha uma boa cama de casal, com colchão macio na medida – não aquele do tipo bem “molengão” –; banheiro com ducha bem quente; mesa com duas cadeiras; e uma vista para as montanhas e a maior parte dos prédios, que são os condomínios locais.
Adorei a presença no quarto de um item crucial para melhorar lugares secos: um desumidificador de ar. Muito fácil de usar, pois basta colocar água e fechar o compartimento. Com o tempo, o vapor começava a sair e me ajudou bastante. Foram sonos mais tranquilos com o equipamento funcionando.
O televisor, de tela plana, foi trocado recentemente. Faz parte do plano do novo proprietário do Valle Nevado – o Mountain Capital Partners, dos Estados Unidos – de modernizar os apartamentos hoteleiros.
Gostei que o quarto tem muitas tomadas, imprescindível para os viajantes que têm laptop, celulares e outros aparelhos. Hoje em dia, todos têm.


(foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

(foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
Pena que não guardei o nome, mas a arrumadeira que cuidou do meu quarto foi nota dez. Deixava o quarto sempre como se tivesse chegado depois do check-in. Fora que era muito simpática e educada. Sempre me cumprimentava.
Durante a temporada de esqui, um mercadinho funciona perto de um dos prédios dos condomínios. É uma grande barraca, onde os condôminos e hóspedes podem comprar bebidas, alimentos e outros produtos. Fui lá visitar e o que há é o básico mesmo. O que não deixa de ser interessante.
No térreo do Puerta del Sol, na área externa, fica a piscina. Rodeada de neva congelada, tinha a água seguramente com temperatura acima dos 30° C, de onde saia um vapor da superfície.
Dei um mergulho rápido nessa piscina, e foi a realização de um sonho no Valle Nevado. Que gostooooooso!
Desci do quarto de bermuda, camiseta, chinelos e coberto pela toalha do quarto. Na área da piscina, onde havia um DJ animando o local, tirei a camiseta e entrei na piscina. Que gostooooooso!

Não sei quantos graus fazia, mas estava muito frio. Dentro d´água, estava mil maravilhas. Só não molhei a cabeça. Esse contraste de temperaturas foi bacana.
Depois de sair, fui correndo para o elevador e depois para o quarto, direto para o chuveiro. Que gostooooooso!
Também achei legal que a loja de aluguel de roupas adequadas para neve e abaixo de zero fica no mesmo térreo da recepção do Puerta del Sol. Tudo integrado, sem precisar sair.
Sim, fui nesta loja pois não trouxe calça, jaqueta, óculos adequado e calçados (botas) adequados. Saí de lá com tudo em cima pra se movimentar no Valle Nevado sem passar frio.

Gostei do transporte interno, para quem está hospedado em um dos três hotéis. Além do Hotel Puerta del Sol, há o Hotel Valle Nevado e o Hotel Tres Puntas.
Um caminhão com bancos leva e traz os hóspedes dos hotéis até um prédio que reúne a loja de aluguel de equipamento para esquiar e praticar snowboard, para as gôndolas de acesso a parte das pistas e ao lugar de aulas dos dois esportes de neve.

Por falar em aula de esqui… Eu nunca havia esquiado na vida, e topei o desafio de tentar esquiar quando soube que iria para o Valle Nevado.
Aluguei as botas, bem pesadas, o capacete, óculos adequados e a dupla de bastões e do esqui propriamente dito.
Antes de dar as botas, os atendentes mediram a distância do meu calcanhar até o maior dedo e, só assim, calcularam qual era o tamanho certo. Super personalizado, pois os pés não podem deslizar dentro da bota. Para calçar as botas tive de ter ajuda. Entraram e ficaram justas e bem apertadas.
Então, todo paramentado – mas sem os óculos, que esqueci, e fez muita falta pois a claridade é inimiga –, fui à aula de esqui para quem nunca esquiou.
Na aula havia outras pessoas do grupo da presstrip da qual participava.


O professor dessa turma era o Gonzalo, acredito que chileno, bem atencioso, paciente e que falava um bom português.
Comecei a fazer os exercícios, e estava me sentindo muito pesado. Não apenas porque estou acima do peso, mas porque as botas são bastante pesadas.
Apenas uma vez senti o que era esquiar. Seguindo as orientações do Gonzalo, num dos exercícios, senti deslizar suavemente. A sensação foi pra lá de agradável. Mas fiquei só nessa vez.
Cheguei a cair uma vez, de bunda na neve, mas sem dor ou coisa mais grave. Faz parte cair, errar. Mas comecei a sentir algo no joelho direito. Era hora de parar, e assim o fiz. Agradeci ao Gonzalo.

Preferi ver as pessoas esquiando e praticando snowboard.
De um modo geral, gostei muito do Valle Nevado. Super recomendo. Para mais informações, consulte seu agente de viagens ou clique aqui.
Viajar com um seguro de viagem é fundamental para Valle Nevado ou qualquer outro destino. Contrate um antes do embarque.
*O QUE GOSTOSO! viajou a convite de Wines of Chile e Valle Nevado Ski Resort, com seguro de viagem da Intermac Assistance