Queijo Minas Artesanal tera nova regiao reconhecida Foto divulgacao Seapa MG

Queijo Minas Artesanal terá nova região reconhecida

DA AGÊNCIA MINAS

Para o mineiro, todo dia é dia de queijo. Porém, mundialmente, a data foi celebrada ontem (quinta-feira, dia 20). De qualquer modo, motivos para comemorar, com café coado na hora, doce de leite, cachacinha ou um bom vinho produzido em Minas Gerais, especialmente na safra de inverno, não faltam.

Para celebrar a data, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) inicia 2022 com novidades no setor, como a caracterização da região de Diamantina como produtora de Queijo Minas Artesanal (QMA; foto acima/divulgação Seapa). O trabalho de levantamento histórico e produtivo regional foi realizado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e o processo, já em tramitação na Seapa, segue para avaliação final e publicação pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Atualmente o Estado possui oito regiões caracterizadas como produtoras de QMA — Araxá, Campos das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro, Triângulo Mineiro e Serras da Ibitipoca —, além de cinco regiões produtoras de outros tipos de queijos artesanais: Vale do Jequitinhonha, Vale do Suaçuí, Alagoa, Serra Geral (Norte de Minas) e Mantiqueira de Minas. Do total de 30 mil produtores em Minas, a Emater-MG estima que 9 mil estejam nas regiões caracterizadas.

PRODUÇÃO
Minas Gerais tem a maior bacia leiteira do País, com produção, em 2020, de 9,7 bilhões de litros, segundo o IBGE. O volume corresponde a 27% do total nacional, com 34,5 bilhões de litros, e registrou um crescimento de 2,6% com relação a 2019.

Para se ter uma ideia de como a produtividade mineira é significativa, a quantidade de leite produzido em Minas Gerais é superior à destinada à fabricação de queijos em todo o País, de 8,7 bilhões de litros.

A secretária de Agricultura, Ana Valentini, destaca as perspectivas de um cenário ainda mais promissor para o setor a curto e médio prazos. “Temos programas de melhoramento genético de rebanhos, de recuperação de pastagens e de valorização dos queijos artesanais. Também é importante lembrar as pesquisas na área de laticínios com o nosso Instituto Cândido Tostes, vinculado à Epamig. Com isso, a expectativa é de que a produção de leite e derivados cresça muito no estado durante os próximos anos”, diz a secretária.

FORTALECIMENTO DO SETOR
Vinculada à Seapa, a Emater-MG tem atuado para o fortalecer o segmento, orientado os produtores sobre adequações das queijarias, dos currais e dos anexos, obtenção higiênica do leite, tratamento de água, controle sanitário do rebanho, boas práticas agropecuárias, boas práticas de fabricação, dando suporte técnico para que o produtor atenda às exigências da legislação vigente. A empresa também exerce um papel importante na mobilização e organização dos produtores.

“O Queijo Minas Artesanal é a preservação de uma tradição de séculos de existência. Aliado a essa história, este produto representa a principal renda ou a complementação dos produtores. O queijo é uma alternativa à venda do leite para muitos deles, possibilitando a agregação de valor. O que se observa nas microrregiões produtoras de Queijo Minas Artesanal é a transferência do ´saber fazer´ essa iguaria de pais para filhos, permitindo a manutenção da tradição”, afirma a engenheira de alimentos da Emater-MG, Fernanda Quadros.

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