Epagri desenvolve maracujá roxo com polpa menos ácida

DA EMPRESA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA E EXTENSÃO RURAL DE SANTA CATARINA (EPAGRI)

Os brasileiros são os maiores consumidores de maracujá (foto acima) do mundo. Para relaxar ou dormir melhor, a fruta é popular principalmente pelos efeitos calmantes. Com a demanda em alta, o mercado está aquecido e o País se destaca como o maior produtor mundial de maracujá.

Nesse cenário, Santa Catarina ocupa lugar de destaque. O Estado está entre os três maiores produtores de maracujá do Brasil, atrás apenas da Bahia e do Ceará. Nas terras do Extremo Sul Catarinense, o cultivo do maracujazeiro-azedo (Passiflora edulis) está incorporado na rotina de trabalho de centenas de famílias de pequenos agricultores. É uma das mais importantes cadeias produtivas na geração de renda e trabalho da agricultura familiar. Sombrio e São João do Sul estão entre os dez municípios que mais produzem maracujá no território nacional.

Os bons resultados não foram alcançados por acaso, são fruto de muito trabalho da Epagri, com a pesquisa de novos cultivares e orientação de tecnologias mais eficientes e sustentáveis no cultivo do maracujazeiro-azedo. Um esforço conjunto entre pesquisadores da Estação Experimental de Urussanga, extensionistas rurais e produtores da região resultou no desenvolvimento de um cultivar altamente adaptado às condições de clima do Sul Catarinense. O maracujá-azedo, batizado como “Catarina”, logo conquistou a preferência dos agricultores e dos consumidores, passando a ser o mais valorizado no mercado brasileiro.

Caixa com maracujás Catarina (fotos Epagri)

O pesquisador Henrique Belmonte Petry diz que o programa de melhoramento genético do maracujazeiro teve início há mais de 20 anos, na Estação Experimental de Urussanga. Nos últimos cinco anos, depois do registro do maracujá Catarina, a equipe passou a fazer experimentos para desenvolver uma segunda geração desse cultivar amarelo, buscando mais cor à polpa. “Nós já conseguimos melhorar muito a coloração da polpa, aproximando-se a um tom avermelhado”, conta o pesquisador.

Outro foco da pesquisa está direcionado ao cultivo do maracujá roxo. O fruto atrai pela beleza externa e por conter polpa menos ácida. Relatos de consumidores indicam que o suco do maracujá roxo é mais apreciado que o do maracujá amarelo. Petry explica que esta é uma linha de trabalho voltada à agricultura orgânica. “É interessante que os frutos sejam vendidos inicialmente em feiras ou em mercados específicos para que o público comece a conhecer o maracujá de casca roxa”, conta o pesquisador.

Maracujá com polpa mais colorida e maracujá roxo são frutos da pesquisa

e acordo com Petry, no caso de exportação, o maracujá roxo teria algumas vantagens, pois europeus e estadunidenses conhecem basicamente o fruto com essa coloração. O maracujá disponível no mercado mundial é pequeno e a polpa é mais doce, consumida na própria casca com o auxílio de uma colher.

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