O farto e delicioso bufê árabe do Mama Leila (SP)

por Claudio Schapochnik

Havia muitos anos que não comia no restaurante de comida árabe Mama Leila, a uma quadra da rua Cardeal Arcoverde, no bairro do Jardim América (Zona Oeste de São Paulo). Fã de culinária do Oriente Médio, voltei lá num domingo no final do mês de julho e, que bom!, a comida disposta na forma de bufê (você come à vontade) permanece ótima e farta. Percebi apenas uma diferença – e para melhor: o salão ficou maior; na época que fui era bem pequenino.

O restaurante foi fundado pelo casal de libaneses Leila Mattar e Ibrahim Mattar, em 1981, no bairro paulistano do Brás. Neste endereço ficou por dois anos. Depois de uma temporada em Assunção, no Paraguai, o casal voltou para a capital paulistana e, em 1992, eles estabeleceram o Mama Leila na sede atual, de forma definitiva.

Detalhe do salão da casa, com fotos de pontos turísticos do Líbano na parede (fotos Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
Os pratos do ótimo bufê da casa

Os pratos (frios e quentes) ficam dipostos na forma de bufê. Não contei as opções, mas há as mais tradicionais e conhecidas (quibe, esfiha, charutinho de folha de uva e de repolho, arroz com lentinha etc) e outras nem tanto. Nesta categoria das pouco conhecidas, destaco uma berinjela sensacional.

Trata-se de uma berinjela assada com tomate e grãos de bico cozidos (foto no início do texto). Que gostooooooso! Os três ingredientes, mais o tempero, fazem uma ótima combinação com um ótimo sabor. Recomendo!

Geralmente quando vou em casas de bufê árabe, a primeira rodada só coloco no prato as pastas e os pratos frios, com pão sírio. No Mama Leila não foi diferente. Homus, babaganuch, quibe cru, com muita cebola e hortelã, ricota seca, tabule etc – regado a muito azeite de oliva. Nesta parte, tudo estava gostoso.

Primeiro prato: pastas e opções frias
Detalhe do super saboroso babaganuch

A segunda rodada num bufê árabe, aí, sim, vou nos pratos quentes. No Mama Leila fui de cafta, charutinhos de repolho e de uva (adoro os dois) e falafel, entre outros.

Ainda precisam inventar um rechaud que entenda o que é uma fritura e a faça conservar quente, sem esturricar. O falafel, por exemplo, que peguei já estava frio. Pena. Também não curti o tahine (molho de gergelim): não estava ruim, mas, sim, muito líquido. Prefiro mais espesso.

Também dá para comer no Mama Leila por quilo. Caso você estiver com fome ou come “bem” (eufemismo para “muito”) vá no bufê sem pestanejar.

Retrato de Leila Mattar pintado pelo artista plástico Rubens Matuk
Detalhe da parte quente do bufê

Bebidas e sobremesas, caso sejam consumidas, são pagas a parte. Nesta vez no Mama Leila não houve espaço para doces.

Em relação ao preço do bufê, acho que o cobrado pela casa está de acordo com o que oferece, ou seja, a relação é ótima. Quando fui o preço por pessoa estava R$ 55. Mas se duas pessoas pedem o bufê, o valor cai para R$ 50 por pessoa. Bom, não é mesmo? Mas se quatro pessoas pedem o bufê, o valor por pessoa chega a R$ 45. Melhor ainda!

Antes de ir, sugiro ligar e perguntar por estas promoções, pois a economia vale a pena.

Mama Leila, ótimo bufê árabe que super recomendo.

SERVIÇO:
Mama Leila
Rua João Moura, 1.167, Jardim América, São Paulo/SP
Tel. (11) 3061-3823
Instagram, Facebook
www.mamaleila.com.br

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