A foodtech brasileira Ocean Sugar, de Belém, lançou oficialmente o primeiro açúcar biofuncional feito a partir de algas marinhas (foto/divulgação Ocean Sugar).
A empresa, fundada em maio passado, chega com “a proposta de revolucionar o consumo de doces e bebidas, oferecendo um poder adoçante até cem vezes superior ao do açúcar refinado”, assegura o CEO da Ocean Sugar e fundador da Maias Partners, venture capital estadunidense que investiu no negócio, Marcelo Callegari, por meio de um comunicado.
“Totalmente natural e sem contra indicações, o produto é livre de aditivos químicos e elimina o indesejado retrogosto amargo frequentemente associado aos adoçantes tradicionais”, completa Callegari.
BASE CIENTÍFICA
A base científica dessa inovação é fruto de mais de duas décadas de pesquisas conduzidas pelo cientista Edson Paiva.
“A exclusividade do produto reside na EPS Algalyte, uma molécula patenteada obtida diretamente das algas”, explica o cientista Edson Paiva, responsável pelo desenvolvimento do produto, também por meio de uma nota.
“O nosso grande diferencial técnico foi conseguir extrair esse composto funcional de matrizes marinhas utilizando exclusivamente a biotecnologia, sem o uso de produtos químicos na extração”, emenda Paiva.
“Isso nos permitiu preservar a pureza e a origem oceânica da molécula, resultando em um ingrediente limpo que interage perfeitamente com o paladar humano, entregando alto poder de dulçor e dissolução instantânea.”
“O Ocean Sugar é isento de lactose e frutose, com zero caloria. Possui dissolução instantânea, ideal para o uso cotidiano em bebidas quentes e frias. Para a aplicação culinária, que exige processos com calor como caramelização e texturização, a empresa desenvolveu a versão Ocean Sugar Cook, formulada para manter estabilidade térmica em temperaturas de até 220° C.”
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