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Em Jundiaí: memória dos trens combina com doces

por CLAUDIO SCHAPOCHNIK_Jundiaí/SP*

A dupla patrimônio ferroviário e guloseimas, sobretudo chocolates e confeitos recheados ou não, pode ser uma ótima dica de passeio cultural-gastronômico na cidade de Jundiaí – distante apenas 49 quilômetros de São Paulo.

Nesse sentido, vale bastante conhecer o enorme complexo da sede das oficinas de manutenção da outrora Companhia Paulista de Estradas de Ferro, conhecida pela sigla CP, onde há o fantástico Museu dos Ferroviários e depois – ou antes – dar uma passada na loja da fábrica da D´Viez Chocolate para um lanchinho bem doce.

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No alto, a primeira locomotiva da Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CP), de 1872, e, acima, parte da infraestrutura das antigas oficinas de manutenção da CP em Jundiaí (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
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Localização e bandeira de Jundiaí no Estado de São Paulo (mapa/Wikipédia)
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Vitrine da loja de fábrica da D´Viez Chocolate (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

TAMANHO IMPRESSIONA
O antigo complexo da CP tornou-se o Espaço Expressa, um local de prestação de vários tipos de serviços ao cidadão nos âmbitos municipal e estadual.

E o mais bacana: os prédios, todos com tijolos aparentes, foram preservados. É impressionante o tamanho dos mesmos.

Tudo isso revela o quão importante foi o transporte ferroviário, de carga e passageiros – mas sobretudo o primeiro, para escoar primordialmente a produção de café –, no Estado de São Paulo a partir do final do último quarto do século 19 até a chegada da indústria automobilística no governo de ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre 1956 e 1961.

Sem dúvida, a partir de JK, o País passou a observar um vigoroso desmonte da malha ferroviária.

Cenário que parece estar se revertendo, que ótimo, de algumas décadas para cá.

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Sequência impressionante de prédios da antiga sede das oficinas de manutenção da CP (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
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Na antiga área da CP, a prefeitura de Jundiaí montou o Espaço Expressa, com diversos serviços públicos (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

Gostei muito do estilo arquitetônico, da manutenção dos prédios e da grandiosidade do Espaço Expressa. Impressionante e imperdível são, talvez, as palavras que mais se encaixam na minha experiência por lá.

Também nesse espaço fica a Estação Jundiaí, ponto final da Linha 7 Rubi, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que começa na Estação da Luz, no centro de São Paulo. O valor atual do bilhete é R$ 5,20.

Portanto, para quem pretende fazer um bate-e-volta econômico, vale, sim, utilizar o trem – fora dos horários de pico.

Da Estação Lapa, na Zona Oeste de São Paulo, por exemplo, até Jundiaí, a viagem leva pouco mais de uma hora.

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Modelo de locomotiva a vapor da CP no Museu dos Ferroviários (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

MUSEU COM EXPRESSIVO ACERVO
O Museu dos Ferroviários é a uva niágara – bastante presente nos vinhedos jundiaienses – em cima do bolo do Espaço Expressa. Com entrada grátis, o espaço exibe um rico acervo de peças originais da época da CP.

A Companhia Paulista de Estradas de Ferro foi fundada em 1872 e operou até 1974. Antes, a CP sucedeu a São Paulo Railway e, depois, tornou-se a Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa).

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Antiga bilheteria da CP (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

Acima, à esquerda, balança de carga e, à direita, alguns tipos de lanternas (fotos Claudio Schapochnik/Que Gostoso!).

Por fim, a Fepasa deu origem à CPTM em 1992. A nova empresa ferroviária do Estado de São Paulo assumiu os trens da Região Metropolitana de São Paulo sob gestão da então Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e da Fepasa.

O Museu dos Ferroviários traz um acervo riquíssimo dos 102 anos da CP. Tudo muito bem montado em salões limpos e com funcionários prestativos e simpáticos.

É permitido fotografar e gravar vídeos lá dentro.

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Fotografias de ferroviários no museu (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
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Modelos de quepes utilizados pelos funcionários da CP (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

Adorei tudo. Meus destaques, entre outros, foram para os modelos de trens, os quepes de diversas fases.

Fora do museu e próximo do mesmo está – o que restou – da primeira locomotiva da CP. A vapor, foi fabricada na Inglaterra em 1872.

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Sucata de locomotiva a diesel da Fepasa na área do Espaço Expressa (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
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A primeira locomotiva da CP, inglesa e de 1872, em exposição ao lado do Museu dos Ferroviários (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)
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Antiga locomotiva da Fepasa vista de outro ângulo (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

Fora do museu também, mas na área externa do Espaço Expressa, há ainda algumas carcaças de locomotivas e vagões da antiga Fepasa.

O Museu Ferroviário é incrível e merece, sim, uma visita. Entusiastas do transporte ferroviário, como eu, vão se esbaldar por lá.

GULOSEIMAS DA JUNDIAIENSE D´VIEZ
Não distante do Espaço Expressa fica a produção e a loja de fábrica da D´Viez Chocolate. Trata-se de uma empresa familiar jundiaiense fundada em 1985. Não possui franquia.

“Nossos carros-chefe são a geleia francesa cristalizada e o bombom de chocolate belga recheado com uma cereja chilena inteira e licor da fruta”, garante o diretor da D´Viez, Fábio Paes, cujos pais fundaram a empresa.

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O diretor da D´Viez Chocolate, Fábio Paes (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

Eu e os demais jornalistas da presstrip do Quality Hotel Jundiaí e da Prefeitura Municipal de Jundiaí fizemos uma visita à produção da D´Viez. Por uma questão de segurança e privacidade, não foi possível fotografar nem gravar vídeos.

“Em 2024 fizemos nossa última visita anual da fábrica aberta ao público. O investimento era alto, pois fazíamos toda uma produção, e o retorno não compensava. Por isso também descontinuamos”, explica Paes.

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Barra de chocolate com tema da cidade (foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

AS PROVAS
Durante a visita, provei e adorei a geleia francesa cristalizada, a gota de licor e a drágea de chocolate com flocos de cereal. Que gostooooooso!

A geleia francesa é uma goma produzida no sabor de várias frutas; a gota é um confeito super frágil, de diversos sabores, com licor dentro; e a drágea é algo comestível coberto por chocolate.

Acima, à esquerda, embalagens com geleia francesa cristalizada e, à direita, drágeas cobertas com chocolate para venda à granel na loja de fábrica da empresa (fotos Claudio Schapochnik/Que Gostoso!).

A loja da D´Viez vende todos os produtos da fábrica. Vale dar uma chegadinha.

SERVIÇO:
Museu dos Ferroviários
Avenida União dos Ferroviários, 1.760, Espaço Expressa, Jundiaí/SP
Tel. (11) 4589-6800
Entrada gratuita
Horário: terça a domingo, 10h às 17h; durante feriados, pontos facultativos e emendas, o museu pode ter alterações no horário
D´Viez Chocolate
www.dviez.com.br

*O QUE GOSTOSO! viajou a convite do Quality Hotel Jundiaí e da Prefeitura Municipal de Jundiaí

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